O fogo tem "dois setores ativos ambos com duas frentes a arder com bastante intensidade", explicou um porta-voz do Comando Sub-regional do Tâmega e Barroso da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
A mesma fonte sublinhou, no entanto, que as chamas estão apenas a consumir mato junto da aldeia de Ventozelos, na freguesia de São Pedro de Agostém.
"Ainda não temos conhecimento de povoações em risco", acrescentou o porta-voz.
Segundo informações disponíveis na página oficial da ANEPC, pelas 04:30 estavam envolvidos no combate às chamas 159 operacionais, apoiados por 59 viaturas.
O alerta para o incêndio foi dado pouco antes das 20:30 de sábado.
Também no norte de Portugal, um fogo que deflagrou pelas 19:00 de sábado em Cabeça Boa, Torre de Moncorvo, e tinha duas frentes ativas estava hoje a ser combatido por 236 operacionais e 76 veículos.
Ainda no distrito de Bragança, os habitantes de Dine, em Vinhais, puderam regressar à aldeia, depois de terem sido deslocados para Moimenta "por precaução", devido a um incêndio que deflagrou na madrugada de sábado.
O comandante sub-regional das Terras de Trás-os-Montes, João Noel Afonso, disse à Lusa, por volta das 00:30 de hoje, que o incêndio permanece ativo.
"O vento foi uma grande condicionante ao combate ao fogo e agora há melhores condições e esperamos ter a situação controlada no menor espaço de tempo", afirmou.
Questionado sobre o estado dos cinco bombeiros de Vinhais que ficaram feridos após a viatura em que seguiam ter sido consumida na totalidade pelas chamas no sábado, Afonso referiu que dois homens, com 45 e 47 anos, ficaram com ferimentos graves e foram transportados por via terrestre, por limitações dos meios aéreos, para uma unidade hospitalar no Porto.
Os outros três bombeiros, duas mulheres e um homem, com idades entre os 18 e os 47 anos, foram transportados para o Hospital de Bragança.
Por volta das 04:30, estavam a combater as chamas 182 operacionais, apoiados por 70 veículos.
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