Um homem, de 46 anos, e uma mulher, de 21 ,foram detidos pela Polícia Judiciária (PJ) por suspeitas de terem ateado cinco incêndios florestais, em agosto de 2025, nas localidades de Ourozinho, Alcarva, Souto e Bebevezes, nos concelhos de Penedono e Mêda, alegadamente para provocar o pânico entre as populações que participavam nas festas daquelas localidades.
A investigação foi desenvolvida pelo Departamento de Investigação Criminal da Guarda da PJ, com a participação do Grupo de Trabalho para a Redução de Ignições em Espaço Rural - Centro Interior, que integra elementos da GNR, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e da própria Judiciária.
Segundo a PJ, o inquérito permitiu apurar que "o móbil estaria ligado às festividades das referidas povoações". Os suspeitos terão ateado os incêndios "com recurso a chama direta, em formações vegetais espontâneas, junto à berma de estradas", presumivelmente para facilitar a fuga após os atos.
A polícia acredita que os incêndios foram provocados "com o intuito de causar a perturbação e o pânico nas populações que se concentravam nos referidos festejos".
Os fogos acabaram por não atingir maiores dimensões devido à deteção precoce por parte de populares que circulavam nas estradas próximas e ao rápido alerta dado aos bombeiros. A PJ destaca ainda a intervenção dos meios de combate, apoiados por meios aéreos.
Segundo a investigação, caso os incêndios não tivessem sido rapidamente dominados, poderiam ter colocado em risco extensas áreas florestais, zonas agrícolas, incluindo soutos de castanheiros, habitações, armazéns e unidades industriais.
Os dois arguidos foram detidos fora de flagrante delito e serão presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação. O inquérito é dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Lamego.
JN

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