O Governo rejeitou cerca de 150 pedidos apresentados por corporações de bombeiros para a criação de Equipas de Intervenção Permanente (EIP), autorizando apenas 20 novas unidades para este ano. A decisão deixa dezenas de corporações sem reforço operacional, numa altura em que o país se prepara para a época de incêndios.
Ao todo, foram submetidas mais de 170 candidaturas por parte de bombeiros voluntários de todo o país. Ainda assim, o número de vagas disponibilizadas ficou muito aquém das necessidades identificadas no terreno.
O Ministério da Administração Interna admite agora a possibilidade de vir a autorizar mais 50 equipas, mas reconhece que esse reforço já não estará operacional a tempo do próximo verão.
As EIP garantem a presença permanente de cinco operacionais nos quartéis, através de um modelo financiado pelo Estado e pelas autarquias, sendo os contratos assegurados pelas próprias corporações.
Este sistema é considerado essencial sobretudo no interior do país, onde a escassez de meios humanos compromete a capacidade de resposta a emergências.
O secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, indicou que o Governo irá anunciar até ao final de abril quais as corporações selecionadas, bem como os critérios utilizados na escolha. Ainda assim, a limitação no número de equipas continua a gerar críticas no setor.
Apesar de sucessivos alertas para a necessidade de reforçar os meios, o número de novas equipas autorizadas mantém-se reduzido de ano para ano.
Para muitas regiões, sobretudo fora dos grandes centros urbanos, estas equipas representam a principal garantia de socorro às populações.
Com a época de incêndios a aproximar-se, a falta de reforço imediato levanta preocupações entre bombeiros e autarcas, que temem não ter capacidade suficiente para responder a situações de maior exigência.
Fonte: Sic Noticias

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