O conhecido como “palacete para demolir”, em Lamaçães, na cidade de Braga, foi palco de mais um crime de fogo posto, na noite de terça para quarta-feira, obrigando a ação musculada pelas duas corporações de bombeiros do concelho.
O antigo palacete situa-se junto de uma rotunda, em Lamaçães, na confluência da Avenida de D. João II com a Rua da Igreja, em frente a um horto, nas imediações do Centro de Negócios de Lamaçães, zona urbana debaixo de fortes pressões imobiliárias.
As chamas atingiram grandes proporções, a partir das 22:00 desta terça-feira, no velho palacete devoluto, onde em tempos, era acoito de sem-abrigo, incluindo toxicodependentes, gerando-se às vezes pequenos focos de incêndio, só que nada de maior.
Entretanto, com as sucessivas derrocadas dos três pisos, que só têm paredes exteriores, tendo caído o chão de todos os pisos e paredes interiores, tem sido alvo de crimes de fogo posto, alegadamente, para acabar de vez com o resto do edificado.
No incêndio desta última noite, foram necessários 17 operacionais e cinco veículos, oriundos dos Bombeiros Voluntários de Braga e dos Bombeiros Sapadores de Braga, com o apoio da PSP, para uma vez mais circunscrever o incêndio às suas origens.
Segundo apurou O MINHO, os moradores de uma urbanização de luxo, cujos apartamentos custaram cerca de um milhão de euros cada, na Avenida de D. João II receiam o pior, tal como os residentes das casas mais antigas, situadas na Rua da Igreja.
Os moradores mais antigos, falando sob anonimato, fizeram saber que “ultimamente ninguém ali vai dormir e não se vê nunca ninguém a entrar ou a sair, nem de dia, nem de noite”, afirmando que “alguém, mas sempre pela calada noite, ali vai pôr fogo”.
O agora chamado “palacete para demolir” situa-se na União de Freguesias de Nogueira, Fraião e Lamaçães, um dos locais de Braga com os mais elevados preços de construção habitacional por metro quadrado, em área cada vez mais urbanizada.
O Minho

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