Bombeiros da Covilhã e Penamacor às “turras” com direção e comando - VIDA DE BOMBEIRO

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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Bombeiros da Covilhã e Penamacor às “turras” com direção e comando

 


O comandante e segundo comandante dos Bombeiros Voluntários de Penamacor apresentaram a demissão na sequência de 17 bombeiros da corporação terem deposto, a 13 de janeiro, os capacetes no chão da parada do quartel, em sinal de protesto contra o comando.


Os operacionais, que constituem a maioria do corpo ativo (que conta com um total de 27 elementos) endereçaram uma carta à direção da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Penamacor da qual apenas revelam que pedem a demissão do comando, nomeadamente do comandante Bruno Cunha, em funções desde 2022, e do segundo comandante Bruno Rito. Os restantes pontos da missiva dizem que apenas os revelarão se a situação não se resolver como esperam.


O primeiro a demitir-se foi o segundo comandante, Bruno Rito, colocando um ponto final numa missão que em Penamacor durou três anos. “Apesar da mágoa, da angústia e do sentimento de injustiça que ainda me acompanham, saio desta nobre casa de cabeça erguida e com o sentido de dever cumprido”, afirma, destacando alguns projetos que ajudaram a melhorar as condições de trabalho na corporação.


“Levei o nome dos Bombeiros de Penamacor até ao Chile, formei novos homens e mulheres para as nossas fileiras e bati-me pela melhoria das condições de trabalho. Fui um dos impulsionadores da requalificação do quartel, da aquisição de veículos e de equipamentos de proteção individual, tendo ainda colaborado no processo de valorização salarial dos bombeiros assalariados. Não esqueço a implementação da segunda Equipa de Intervenção Permanente (EIP) nem o prestígio alcançado junto de outras instituições, nomeadamente quando assegurámos o Serviço de Brigadas de Aeródromo no Centro de Meios Aéreos das Ferreiras”, recorda na hora da saída.


Já este sábado foi conhecida a demissão do comandante Bruno Cunha. “É com um misto de emoções que cesso funções como comandante nos Bombeiros Voluntários de Penamacor”, porque “entrei quando ninguém quis e saio de consciência tranquila”, escreve nas redes sociais. “Tentei fazer o melhor pelos bombeiros e por toda a população, mas como em todos os cargos que exigem tomada de decisões, nem sempre conseguimos agradar a todos”, remata.


O presidente da direção, António Luís Beites, tranquiliza a população, afirmando que “o socorro 24 horas está garantido”. Quando à alegada quezília com o comando, sublinha que “é uma questão interna, que a direção vai analisar profundamente e que será resolvida internamente”.


Problemas nos Bombeiros da Covilhã


Entretanto, os Bombeiros Voluntários da Covilhã estão a ser comandados, em suplência, pelo oficial bombeiro mais graduado da corporação, até a direção nomear um novo comando. A solução ditada pelos regulamentos para evitar um vazio no cargo.


Esta situação provisória acontece porque, no início de janeiro, Ricardo Vilhena, que subiu de segundo a comandante com a saída de Luís Marques para o executivo da Câmara Municipal da Covilhã, apresentou o pedido de exoneração do cargo, uma demissão extensiva aos seus adjuntos, Hélio Pinto e Abel Joaquim.


O comando interino saiu alegadamente incompatibilizado com a direção, liderada por Joaquim Matias. Além destes elementos, outros bombeiros ameaçaram pedir a passagem ao quadro de reserva caso esta situação não se resolvesse.


Ricardo Vilhena, bombeiro há mais de quatro décadas e há 14 no corpo de comando, apenas confirma a sua demissão e do seu elenco, escusando-se a acrescentar mais explicações. Do mesmo modo, Joaquim Matias apenas afiança que “a questão da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Covilhã está resolvida”, sem, contudo, explicar qual a solução encontrada.


Recorde-se que no distrito de Castelo Branco, numa outra toada, a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários do Fundão está a recuperar dos alegados abusos sexuais praticados no quartel e que envolveram 11 operacionais, caso que passou para a alçada da Justiça.


Fonte: Jornal de Noticias

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