A situação com o comandante Marco Martins dos Bombeiros da Areosa-Rio Tinto está longe de encontrar uma solução pacifica, sendo que alguns operacionais daquele Corpo de Bombeiros, têm-se manifestado nas redes sociais sobre a atuação do comandante daquele CB.
Deixamos de seguida algumas dessas publicações que são publicas para todos nas redes sociais:
Marco Martins,
Há limites para a paciência e para o silêncio. A liderança que um dia se esperou de si deu lugar a um espetáculo deplorável de prepotência, mentiras e um autoritarismo cego. Escrevo-lhe não com diplomacia, mas com a crueza que a situação exige: o seu tempo esgotou-se e a sua presença é, hoje, o maior veneno desta casa.
O comando não é um feudo pessoal. A sua postura de "quero, posso e mando" é um anacronismo ditatorial que não tem lugar entre homens e mulheres que servem por vocação.
Basta de mentiras. As promessas vazias e a manipulação dos factos para proteger o seu próprio ego já não enganam ninguém. Cada palavra sua que falta à verdade é uma facada na confiança de quem, todos os dias, arrisca a vida sob as suas ordens. A sua arrogância cegou-o para a realidade: perdeu o respeito dos seus subordinados e a legitimidade para dar uma única ordem que seja.
A sua liderança transformou-se num exercício de narcisismo onde a instituição serve os seus interesses, e não o contrário. É doloroso ver o brio de tantos ser esmagado pela sua prepotência.
Tenha um resto de decência: demita-se.
Não arraste mais este nome na lama. Saia pelo próprio pé antes que a história o recorde apenas como o homem que tentou ser maior que a instituição e acabou por ser a sua maior vergonha. O seu ciclo de enganos terminou. Renda-se à evidência e saia agora.
Miguel Gomes
Bombeiro n. 68
🛑 BASTA DE DITADURA E NARCISISMO! O COMANDO NÃO É TUA PROPRIEDADE, MARCO MARTINS! 🛑
Até quando vamos ter de aguentar a prepotência de quem confunde uma farda com um trono? O Comandante Marco Martins transformou o nosso quartel no seu quintal privado, onde a mentira é a regra e o respeito pelos bombeiros é zero!
A verdade dói, Comandante? Aqui estão as tuas marcas:
❌ NÓS NÃO SOMOS MÁQUINAS!
Para ti, não somos homens e mulheres com famílias e cansaço. Somos números. Somos estatística para alimentar o teu ego. Tratas o corpo ativo como peças de substituição, ignorando que por trás de cada farda bate um coração que tu tentas esmagar com más escolhas e arrogância.
❌ A POLÍTICA DA MENTIRA E DO ESCONDERIJO
Pensas que enganas quem? Ocultaste a saída do Segundo Comandante como se fosse um segredo de estado. Um líder de verdade dá a cara; um cobarde esconde-se atrás de silêncios e manobras de bastidores. A transparência no teu comando é nula!
❌ PRISIONEIROS NO QUARTEL?
É vergonhoso e humilhante: ignoras os pedidos de passagem à reserva de quem deu a vida por esta casa. Ignorar um pedido de reserva não é autoridade, é vingança e falta de caráter. Ninguém é obrigado a servir sob as tuas ordens quando o respeito se perdeu!
❌ NARCISISMO PATOLÓGICO
O teu espelho deve ser muito grande, porque só te vês a ti próprio. O comando não é sobre a tua imagem ou o teu poder; é sobre servir. E tu, Marco Martins, já não serves a ninguém a não ser ao teu próprio umbigo.
A tua intransigência em sair é o cancro desta corporação. O teu tempo acabou. A tua liderança e prepotência não tem lugar aqui.
OUVE BEM: Os bombeiros exigem respeito. Os bombeiros exigem dignidade. Os bombeiros exigem a tua saída!
Comandante
Marco Martins, a sua liderança está falida. Não existe comando sem respeito, e o senhor perdeu o respeito do seu corpo ativo. A sua intransigência em não abandonar o cargo é o maior incêndio que enfrentamos hoje, e o senhor é o combustível.
Pela honra da farda, pela história desta instituição e pelo respeito que devemos aos cidadãos que servimos, exigimos o fim desta era de opressão.
O seu tempo acabou. A corporação exige a sua saída.
E se o incêndio que ocorreu esta noite num prédio de 8 andares, no Carregado, tivesse sido em Rio Tinto?
Esta noite, em Rio Tinto, o único meio de socorro disponível, era uma ambulância de socorro e uma ambulância de transporte de cadáveres (funciona à chamada).
Este tem sido o panorama das noites nos bombeiros de Areosa Rio Tinto, desde que 25 bombeiros passaram ao quadro de reserva.
A direção emite um comunicado a dizer que o socorro esta assegurado, diz que o aviso emitido à população era alarme social, mas a verdade, apesar de facilmente ser provada, mantém-se oculta.
Como se não bastasse a falta de bombeiros e de meios, não estão disponíveis elementos do comando.
O comandante, apesar de não ter informado os bombeiros da sua ausência, toda a gente o viu na tv e nas redes sociais nas Caldas da Rainha a apoiar um candidato à Presidência da República.
O segundo comandante, apesar do comandante ocultar essa informação aos bombeiros, bateu com a porta e saiu dos bombeiros no dia 2 de janeiro.
Portanto, não haveria comando disponível no caso de uma ocorrência grave em Rio tinto ou Baguim do Monte.
O mais preocupante é que nenhuma entidade oficial parece preocupar-se com isto!
A direção emite um comunicado a dizer que esta tudo bem. Informa que pediu um inquérito à ANEPC e à Direção Nacional de Bombeiros mas, até agora, ninguém fez ou esta a fazer inquérito nenhum!
Se um incêndio como o de esta noite no Carregado fosse em rio tinto, a resposta ao socorro estaria seriamente comprometida.
Teriam de ser acionados meios de outras corporações, que também trabalham com os mínimos.
Provavelmente o desfecho seria bem mais drástico.
Teria de comandar a operação um comandante de fora, com meios de fora, com tempos de resposta muito mais demorados.
Não é alarme social. É a realidade.
Investigue-se.
Os órgãos sociais escolheram proteger a imagem do comandante em detrimento da população.
Investigue-se.
A população tem o dever de pedir satisfações, sob pena de, quando precisar, não ter.
Eu também sou habitante de rio tinto e temo pela minha família…
P.s - poderia colocar aqui imagens que provam estas informações, mas eu e os meus colegas na reserva, estamos sob ameaça de processos judiciais e disciplinares…
Bombeiro Voluntário, BVART
Há lideranças que não constroem, controlam.
Não orientam, manipulam.
Não confiam, puxam os fios.
Quando um quartel deixa de ser uma casa de união e passa a ser um palco de poder pessoal, algo está profundamente errado. Os bombeiros não são marionetas, nem o serviço existe para alimentar egos ou imagens públicas.
A autoridade verdadeira não se impõe de cima para baixo com fios invisíveis. Conquista-se com respeito, transparência e trabalho lado a lado.
Porque um corpo de bombeiros forte não se move por controlo — move-se por compromisso, verdade e espírito de missão.
E quando isso se perde, não é o quartel que falha.
É quem insiste em mandar, em vez de liderar.
Sou bombeira e acredito que sempre o serei. Quem me conhece sabe que, neste momento, não estou no ativo, mas tenho casa. Tenho corpo de bombeiros. Tenho um CB onde pertenço, feito de homens e mulheres de força inabalável, com um amor profundo ao que fazem, de forma voluntária e profissional, e com um verdadeiro sentimento de casa, capaz de apagar até as quezílias mais pequenas do dia a dia.
Sempre escrevi sobre esta vida, porque ser bombeiro não é um cargo, é uma forma de viver. São poucos, mas bons, os que compreendem o que sentimos só de o afirmar em voz alta. Sempre soube que um dia poderia ter o “azar” de escrever sobre a casa a que pertenço. Esse dia chegou. Talvez este seja um dos textos que mais me dói escrever, talvez aquele em que as palavras pesam mais, precisamente porque a dor vem de dentro.
Ainda se lembram de Silves? Espero que sim. A luta deles ainda não terminou e seguem firmes na sua convicção, com a certeza de que conseguem ser e fazer melhor.
Hoje, o meu CB vive a mesma sina. Homens e mulheres que acreditam que podem fazer mais e melhor decidiram colocar um basta naquilo que já não lhes acrescentava, nem enquanto bombeiros, nem enquanto pessoas.
Hoje não escrevo apenas sobre a casa onde pertenço. Escrevo sobre os pilares que a sustentam. E, ao contrário do que se tem tentado forçar neste país, um corpo de bombeiros não é uma estrutura fria nem uma empresa hierarquizada à base do medo. Um CB é uma casa, e dentro das casas existem famílias. Todas as famílias têm dias bons e dias maus, conflitos, divergências e desgaste. Mas são essas famílias ,e não os cargos , que sustentam as casas, e são essas casas que sustentam as populações.
Há cargos que se ocupam e há cargos que se legitimam. O poder não se força, não se impõe e não se sustenta sozinho. Ninguém dirige um corpo de bombeiros sozinho, ninguém constrói uma casa à base do medo, da pressão ou do silêncio. Liderar não é mandar, é ser reconhecido, é ser seguido, é ser sentido. Quando isso falha, o capacete acaba no chão, não por fraqueza, mas por coerência.
Um cargo será sempre apenas um cargo. Tem prazo, tem fim e tem substituição. Já um bombeiro será sempre um soldado da paz, antes, durante e depois de qualquer função, com ou sem galões, com ou sem lugar à mesa do poder. Pode-se forçar cargos, mas não se força identidade, não se força missão e muito menos se força quem vive para servir.
Quando a liderança deixa de ser sentida, o capacete vai ao chão. Não por abandono, mas por limite. Hoje há capacetes no chão, há verdades ditas sem filtros e há mágoa , muita em quem sempre deu tudo e recebeu demasiado pouco em troca. Isto não é deslealdade, é sobrevivência e, acima de tudo, respeito próprio.
Em Silves e na Areosa, há capacetes no chão. Não é protesto vazio: é um alerta urgente para a mudança necessária na forma como direções e comandos tratam os verdadeiros pilares das casas onde hoje se sentam.
Que esta luta sirva também de força para outros que vivem a mesma realidade em silêncio e que, entre colegas, se escolha a empatia, o apoio e a união porque nenhuma casa se sustenta sem os seus.
Ariana Ribeiro
Vida de Bombeiro - Portugal
Cantinho do Bombeiro



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