O candidato presidencial António Filipe acusou hoje o Governo de beneficiar as "muito grandes empresas" enquanto continua a deixar os bombeiros das associações humanitárias sem estatuto profissional.
"Enfrentamos forças muito poderosas, enfrentamos um poder económico que controla o poder político", o que explica as políticas adotadas pelo Governo, criticou o candidato apoiado pelo PCP, ao discursar no final de um jantar com apoiantes em Viseu.
António Filipe exemplificou que a Liga dos Bombeiros Portugueses luta há muitos anos para que os bombeiros profissionais das associações humanitárias tenham um estatuto profissional, o que representaria um custo de 150 milhões de euros por ano.
"Isso é muito menos do que o Governo deixa de receber com a 'borla' que fez no IRC, que vai beneficiar só as muito grandes empresas", frisou.
O candidato a Presidente da República lamentou que, "entre beneficiar as grandes empresas, dando-lhes 'borlas' no IRC", ou "dar o estatuto profissional aos 25 mil bombeiros que trabalham nas associações humanitárias de bombeiros", o Governo tenha optado pelas primeiras.
"Quando há catástrofes, quando há época de incêndios, vêm todos fazer grandes discursos, parece que andam com os bombeiros ao colo. Mas quando têm de optar, optam a favor das grandes empresas e deixam os bombeiros continuarem sem o estatuto profissional que tanto merecem", criticou.
António Filipe considerou que "os quatro partidos da direita (PSD, CDS-PP, Chega e Iniciativa Liberal) estão unidos naquilo que é essencial para o grande capital".
"Olhemos para este pacote laboral e o que ele representa e vamos ver que eles podem dizer mais coisa, menos coisa, mas os partidos da direita vão estar unidos" na sua defesa, "a caluniar a luta dos trabalhadores e a procurar sabotar a greve geral do próximo dia 11", afirmou.
O candidato presidencial manifestou a sua "total solidariedade" para com os trabalhadores que vão fazer greve, frisando que é preciso combater a política de direita.
Além de António Filipe (apoiado pelo PCP), anunciaram as suas candidaturas Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e pelo CDS-PP), António José Seguro (apoiado pelo PS), André Ventura (apoiado pelo Chega), Henrique Gouveia e Melo, Catarina Martins (apoiada pelo BE), João Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal) e Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), entre outros.
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