Chamas sem Comando: O Voluntariado em Fogo pela Falta de Liderança - VIDA DE BOMBEIRO

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quinta-feira, 3 de julho de 2025

Chamas sem Comando: O Voluntariado em Fogo pela Falta de Liderança

 


Tenho acompanhado, através das redes sociais, diversos relatos sobre os graves problemas que afetam o recrutamento dos Corpos de Bombeiros Voluntários. O que mais me impressiona é perceber que esta não é uma realidade isolada, pelo contrário, é uma situação que se repete em muitos países, independentemente da cultura ou do sistema de proteção civil.


E surge inevitavelmente a pergunta: qual é a raiz deste problema?


A resposta, embora incómoda para alguns, é simples e direta: A LIDERANÇA.


Na minha dissertação final do curso de “leadership and management” ( que passei com distinção ) e que se baseava nos tipos de liderança de uma instituição de proteção civil escrevi:


“A análise do estilo de gestão e liderança predominante nesta organização revela o foco na Liderança Situacional. Este estilo de liderança baseia-se na ideia de que os líderes devem adaptar sua abordagem de acordo com as exigências e necessidades específicas de cada situação.


A liderança situacional está fundamentada na teoria da contingência, que sugere que não existe um estilo único e eficaz de liderança para todas as circunstâncias. Os líderes devem ser capazes de avaliar e ajustar o seu estilo de liderança conforme as características da tarefa, as competências e a motivação dos membros da equipa, bem como o contexto em que atuam.


Nesta organização, os líderes adotam uma abordagem flexível, ajustando seu estilo de liderança conforme as exigências de cada situação. Reconhecem que diferentes tipos de desastres ou emergências exigem estratégias e abordagens distintas e estão preparados para tomar decisões rápidas e assertivas com base nas informações disponíveis.”


Na realidade, em Portugal, a falta de liderança não é apenas um problema administrativo, é uma falha estrutural que compromete vidas.


Ser líder num Corpo de Bombeiros ou na Proteção Civil, especialmente no contexto do voluntariado, não é ocupar um cargo.


É assumir uma responsabilidade humana, ética e moral.

É ouvir,

É orientar,

É proteger,

É unir.


É entender que o que mantém vivo o espírito do voluntariado não é a hierarquia, mas o respeito, o exemplo e o propósito.


E enquanto se valorizarem os boys ( ou as girls ) e não se encarar esta verdade com coragem, os problemas continuarão a surgir, um após o outro, sem solução real.


Porque a base, essa, estará comprometida.


Autor: Luís Rock

Bombeiros.pt

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