Bombeiros Ameaçam deixar Doentes com Alta nos Hospitais - VIDA DE BOMBEIRO

________________________________________________________________

________________________________________________________________

________________________________________________________________

________________________________________________________________

________________________________________________________________

terça-feira, 9 de janeiro de 2024

Bombeiros Ameaçam deixar Doentes com Alta nos Hospitais

 


O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses ameaça deixar de retirar doentes com alta dos hospitais se não chegarem a acordo para serem ressarcidos das despesas de ter as ambulâncias presas horas nas urgências enquanto as macas não são devolvidas.


Esta manhã de terça-feira, à entrada de uma reunião com a Direção Executiva do SNS para discutir o pagamento dos hospitais às corporações de bombeiros pelas horas a mais que as ambulâncias ficam retidas nas urgências enquanto as macas não são devolvidas, António Nunes ameaçou com medidas mais fortes, se não houver entendimento.


"Se não chegarmos a acordo com os hospitais para sermos ressarcidos das despesas pela retenção das equipas tomaremos medidas mais fortes. Uma das medidas, já aprovada em 11 de março de 2023 e que nunca executámos, é não retirarmos doentes com alta dos hospitais. Se isso acontecer, ao segundo dia tudo isto fica resolvido", afirmou o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses.  


António Nunes adiantou que, na semana passada, uma corporação de bombeiros da zona de Lisboa que tem sete ambulâncias de transporte de doentes, "ficou numa tarde com as sete ambulâncias à porta de um hospital". 


O dirigente recordou que os bombeiros têm um contrato com o INEM para terem 450 ambulâncias disponíveis para o Sistema Integrado de Emergência Médica. Se estas estiverem indisponíveis, é necessário encontrar novas equipas e carros e  "tudo o que é a mais tem custos" para as corporações. 


A Liga dos Bombeiros aprovou ontem a cobrança de uma sobretaxa aos hospitais pela retenção das macas, que poderá começar a ser aplicada a partir de amanhã. A decisão só será revogada se a Direção Executiva do SNS apresentar uma solução ainda hoje.


A sobretaxa aprovada é de 50 euros nas primeiras duas horas e duplica nas seguintes, podendo chegar aos 150 euros ao final de cinco horas de espera. 


JN

Sem comentários:

Enviar um comentário