Ambulância SIV de Mirandela Inoperacional por Falta de Técnicos de Emergência Pré-hospitalar - VIDA DE BOMBEIRO

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segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

Ambulância SIV de Mirandela Inoperacional por Falta de Técnicos de Emergência Pré-hospitalar

 


A ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) do INEM, sediada no serviço de urgência do hospital de Mirandela, está inoperacional desde as 8 horas de hoje, e até às 20 horas, por falta de técnicos de emergência pré-hospitalar, que já atingiram o limite de horas extraordinárias previstas.


A informação foi confirmada pelo presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-hospitalar (STEPH). “Mirandela tem quatro técnicos. No geral, todos estão com uma sobrecarga enorme de horas extraordinárias. E convém sublinhar que as horas não são obrigatórias, uma vez que estão previstas em escalas”, adiantou Rui Lázaro.


Entre os técnicos que já excederam o limite de horas - e que, se trabalhassem, não iriam receber – e aqueles que não estão disponíveis para fazer mais horas, "porque também têm uma vida pessoal e familiar que importa salvaguardar", não foi possível "encontrar ninguém" para garantir a operacionalidade da ambulância SIV de Mirandela até às 20 horas.


A gestão das ambulâncias SIV é feita pelo Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do INEM, que não terá conseguido alocar técnicos de outras zonas do país para Mirandela.


A tripulação da ambulância SIV é constituída por um enfermeiro e um técnico de emergência pré-hospitalar. Neste caso, o enfermeiro está disponível, mas falta um técnico. Ao que o JN apurou, até ao final do ano, há mais dez turnos de 12 horas sem nenhum técnico escalado.


Rui Lázaro adianta que estas situações tendem a ser recorrentes em vários pontos do país, “fruto do da falta de atratividade” da carreira de técnico de emergência pré-hospitalar. “Os últimos concursos abertos têm ficado abaixo dos 30% de contratação”, diz o presidente do STEPH. Além disso, há também a questão “da elevada taxa de abandono, que supera os 40%". 


Negociações suspensas com queda do Governo


De acordo com o dirigente sindical, foi possível chegar a um princípio de entendimento com o Ministro da Saúde. “Ficou combinado que até ao final do ano iriam ter início as negociações, mas com a queda do Governo, o processo fica suspenso, pelo menos até à próxima legislatura”.


Além da revisão da carreira, as reivindicações do sindicato passam pelo aumento dos vencimentos. “O salário base de entrada na carreira de técnico de emergência pré-hospitalar é hoje de 860 euros, de todo desajustado”, lamentou, salientando a responsabilidade do trabalho em causa, em que, muitas vezes, está em risco a vida dos cidadãos. Outros dos pedidos passa pela criação de um subsídio de risco e penosidade.


Cuidados de saúde diferenciados


As ambulâncias SIV destinam-se a garantir cuidados de saúde diferenciados, designadamente manobras de reanimação, até estar disponível uma equipa com capacidade de prestação de Suporte Avançado de Vida. Este conceito é extensível às situações que poderão evoluir para paragem cardiorrespiratória, caso não sejam imediatamente tomadas as medidas necessárias.


Com esta ambulância fora de serviço, em Mirandela, o meio mais próximo passível de ser acionado será o helicóptero estacionado em Macedo de Cavaleiros ou a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) de Bragança.


O distrito de Bragança é coberto por duas ambulâncias SIV. Uma está sediada na Urgência Básica do Centro de Saúde de Mogadouro e cobre os concelhos de Mogadouro, Miranda do Douro, Vimioso, Freixo de Espada à Cinta e Alfândega da Fé. A outra é a de Mirandela, que está adstrita aos concelhos de Vila Flor, Carrazeda de Ansiães, Macedo de Cavaleiros, Vinhais, e ainda aos concelhos de Valpaços e Murça, no distrito de Vila Real.


JN

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