Liga de Bombeiros quer Uma Ambulância de Emergência Médica em cada Quartel - VIDA DE BOMBEIRO

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quinta-feira, 30 de junho de 2022

Liga de Bombeiros quer Uma Ambulância de Emergência Médica em cada Quartel

 


A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) propôs ao Governo a criação de condições para que todos os corpos de bombeiros (CB) tenham uma ambulância de posto de emergência médica (PEM) do INEM.


A LBP enviou esta quarta-feira um conjunto de propostas ao secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Lacerda Sales, com o intuito de "dar uma resposta a quem necessita" e para fazer face aos constrangimentos na resposta que têm vindo a público. Entre essas medidas está a passagem de todos os postos de reserva (PR) a PEM, desde que as Entidades Detentoras de Corpo de Bombeiros (EDCB) o aceitem.


"O que propomos é que todos os postos de CB passem a ter uma ambulância PEM e um técnico de emergência presente. Porque o cidadão deve ter um meio igual e o mesmo tipo de tratamento em todo o território nacional", explica ao JN António Nunes.


O presidente da LBP indica que existem atualmente 467 corpos de bombeiros e 350 postos do INEM espalhados pelo país, mas as ambulâncias estão permanentemente em falta nas urgências. "Isto implica que as ambulâncias, da exclusiva responsabilidade dos bombeiros, estejam sempre destacadas" a fazer esse serviço, complementa.


Relativamente aos custos, António Nunes explica que o financiamento destas ambulâncias não é integralmente coberto pelo INEM. Por isso, a Liga dos Bombeiros Portugueses propôs que seja elaborado um novo protocolo entre as EDCB e o INEM. "Nós entendemos que o INEM deve cobrir tudo. Se o INEM não tem orçamento suficiente, é um problema do Estado", afirma António Nunes.


Utilizar motos dos bombeiros no socorro


A Liga dos Bombeiros Portugueses também sugere a utilização das motos dos Bombeiros aprovadas para intervenção em situações protocoladas e quando haja tempos de espera pelo transporte superiores a 45 minutos, independentemente da informação que o utente tenha dado ao CODU quando fez a chamada de emergência. António Nunes refere que esta é uma necessidade principal na área de Lisboa, que tem cinco motos preparadas para este efeito.


"Trata-se de deslocar um técnico de emergência, de moto dos bombeiros, até ao local para acompanhar o doente até que chegue uma ambulância. O profissional no terreno pode averiguar se o doente pode aguardar, por exemplo, mais 20 minutos ou tem que ser levado de urgência para o hospital", explica António Nunes.


Para o presidente da LBP, trata-se de reforçar um meio que já existe para colmatar o tempo que os meios de emergência demoram na triagem do hospital. "Se temos dificuldades no destacamento de ambulâncias, destaca-se um meio profissional para cobrir as necessidades e ajudar o doente. Enquanto a ambulância está parada no hospital, esta moto pode assistir outras três ou quatro pessoas", finaliza.


Repensar a mobilização das ambulâncias


Além do reforço de meios, a Liga dos Bombeiros Portugueses salienta igualmente a necessidade de repensar as normas de mobilização das ambulâncias. Acrescenta que, em casos extremos, mobilizam-se mais ambulâncias que estão sempre em movimento e podem demorar mais tempo para chegar ao utente.


Além destas medidas, a Liga Portuguesa de Bombeiros também quer criar um plano de contingência para a mobilização extraordinária e pontual de ambulâncias em situação de rotura de urgências hospitalares; envolver o Estado no processo de haver postos NINEM (não-INEM) só em situações excecionais; e fazer um levantamento efetivo das despesas envolvidas com a prestação de serviços pelos corpos de bombeiros ao INEM, incluindo os tempos de espera nos hospitais.


Fonte: JN

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