Aumento nos Combustíveis pode Prejudicar Socorro, Bombeiros Pedem Audiência com o Governo - VIDA DE BOMBEIRO

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sexta-feira, 4 de março de 2022

Aumento nos Combustíveis pode Prejudicar Socorro, Bombeiros Pedem Audiência com o Governo

 


O aumento no preço dos combustíveis previsto para a próxima segunda-feira pode trazer consequências graves para as equipas de bombeiros em todo o país. A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) já solicitou, esta manhã, uma reunião com caráter de urgência “para abordar a escalada”.


Em comunicado, a LBP informa que alertou a secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar, e o presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), brigadeiro-general José Duarte da Costa, “para a subida dos preços dos combustíveis e as consequências negativas para as depauperadas finanças das Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários, podendo criar a muito curto prazo desequilíbrios operacionais”.


“Com a situação vivida e com o seu agravamento podem ficar em causa o cumprimento, por parte das entidades detentoras dos corpos de bombeiros, dos acordos ou protocolos assinados na área da Saúde, bem como com a ANEPC”, refere o comunicado da Liga.


Os bombeiros lembram “que tais desequilíbrios são potenciados pelo não cumprimento dos prazos de pagamento definidos em norma geral ou previstos”.


Em declarações a O MINHO, o secretário da direção da LBP, José Beleza, que é também comandante dos Bombeiros de Barcelinhos, em Barcelos, explica que esta reunião não surge só pelo aumento previsto para esta segunda-feira, mas sim pelo escalar continuado que está previsto ao longo dos próximos tempos, sobretudo por causa do efeito económico da invasão da Ucrânia pela Federação Russa.


Recorde-se que fontes do setor energético prevêem um aumento histórico no preço dos combustíveis para esta segunda-feira – 8 cêntimos na gasolina e 14,5 no gasóleo, sobretudo por causa do escalar do preço do barril de Brent, que atingiu os 125 dólares.


“É um problema real que tende a agravar-se”, vaticina José Beleza, considerando que é necessário “antecipar medidas em conjunto” de modo a mitigar as consequências.


Questionado sobre se o socorro poderá ficar comprometido, com as associações a reduzirem nos custos com os combustíveis, José Beleza diz não acreditar que isso possa suceder: “Não quer crer numa coisa dessas, mas não se pode esperar que o problema se agrave. É necessário analisar possíveis medidas com o Governo”.


O comandante de Barcelinhos explica que, o que está aqui em causa, são os transportes não urgentes, pois são esses que requerem um maior investimento em termos de combustíveis.


“Imaginemos uma pessoa de Bragança que tem de ser tratada no IPO do Porto. E isto é apenas uma viagem diária. Imagine-se várias viagens desse género por dia. É óbvio que afeta”, afirmou.


No caso de Barcelinhos, são feitos cerca de um milhão de quilómetros por ano, na grande maioria através de transportes não urgentes. “Claro que também conta o combate a incêndios e as emergências pré-hospitalares, mas o que fica mais em causa será a questão de pessoas que ficam sem acesso aos tratamentos e cuidados de saúde”, vaticinou.


“Por isso é que que queremos reunir com o secretario de Estado e com o subsecretário de estado da Saúde, porque isto é um problema que tem que ser discutido”, acrescentou.


José Beleza termina, assegurando que a Liga quer estar em sintonia com os responsáveis e tentar encontrar as melhores soluções: “Não é só uma questão de preço, é uma questão de inteirar o Governo por completo sobre a situação atual e arranjar a melhor solução, porque também sabemos que o Governo não faz milagres, sobretudo com a subida do preço do barril e da energia, que lhe ultrapassa a competência”.


O Minho

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