Bombeiros de Góis Queixam-se da Falta de Apoios Nacionais ao Voluntariado - VIDA DE BOMBEIRO

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segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Bombeiros de Góis Queixam-se da Falta de Apoios Nacionais ao Voluntariado

 


O comandante dos Bombeiros Voluntários de Góis, no distrito de Coimbra, queixa-se de que a inexistência de apoios ao voluntariado retira capacidade de recrutamento nos concelhos do interior e, por isso, defende a profissionalização dos operacionais.


"Sem incentivos reais ao voluntariado, é muito difícil atualmente fixar jovens ou elementos no corpo ativo em Góis ou em qualquer corpo de bombeiros do interior ou fora das grandes malhas urbanas", sustentou Fernando Gonçalves, que há mais de ano e meio comanda a corporação.


Além disso, constatou, "Góis tem ainda mais um ponto negativo: os alunos chegam ao ensino secundário e têm de ir fazer o 10.º, 11.º e o 12.º ano fora do concelho -- em Arganil, na Lousã ou em Coimbra -- o que torna a captação de jovens muito mais difícil, porque eles passam o dia todo fora do próprio concelho".


O comandante dos Bombeiros de Góis defendeu incentivos para os voluntários e para as suas entidades patronais e lamentou que o Governo não olhe para esta questão que está a prejudicar a capacidade de recrutar voluntários, sobretudo em territórios de baixa densidade, como aquele concelho, que tem uma população inferior a 4.000 habitantes e uma área de 263 quilómetros quadrados.


Segundo Fernando Gonçalves, esta situação leva a que os bombeiros quando se vão candidatar a determinado emprego omitam que são voluntários, "porque são automaticamente excluídos ou não são bem vistos em alguns empregos de porta aberta".


Entre voluntários e profissionais, o corpo ativo conta com 65 operacionais, divididos pela sede e secção de Alvares, "o que é muito pouco para a realidade" do concelho, salientou Fernando Gonçalves, que gostaria de ver a primeira intervenção toda profissionalizada, de forma que os voluntários pudessem reforçar o dispositivo de combate aos incêndios florestais.


"Não há um número [de operacionais] que possa considerar ideal. Preferia ter a primeira intervenção toda profissionalizada e ter os voluntários a fazer reforço dentro das suas possibilidades e depois no verão, nas suas folgas e férias, a reforçarem o dispositivo integrado de combate aos incêndios rurais", frisou.


Com uma extensa área montanhosa no município, a corporação necessita de adquirir "uma ou duas" ambulâncias todo-o-terreno (4x4) para apoio aos inúmeros eventos de desporto motorizado realizados em zonas de difícil acesso e também para acudir às aldeias serranas, que no Inverno chegam a estar isoladas.


Outras das prioridades para 2022 passa pela aquisição de uma cisterna com capacidade para transportar entre 20 a 30 mil litros de água, uma vez que "o concelho é grande e não existem grandes pontos de água para os incêndios maiores", adiantou o comandante Fernando Gonçalves.


"Precisamos de ter mais capacidade nesta área no abastecimento, tanto à população como para um incêndio que possa acontecer, porque as distâncias são grandes", frisou.


Fonte: Lusa

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