Esclarecimento: MAI desmente Polígrafo, mas "task force" e Liga dos Bombeiros desmentem Eduardo Cabrita - VIDA DE BOMBEIRO

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terça-feira, 27 de abril de 2021

Esclarecimento: MAI desmente Polígrafo, mas "task force" e Liga dos Bombeiros desmentem Eduardo Cabrita

 


No dia 23 de abril, o Polígrafo publicou um "fact-check" a uma declaração de Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna, acerca da vacinação dos bombeiros portugueses. O Ministério da Administração Interna contestou os dados apresentados no artigo, mas a Liga dos Bombeiros Portugueses volta a confirmar que, do total de 30 mil bombeiros, estão apenas vacinados (com a primeira dose) cerca de 21 mil.


Na última sexta-feira, dia 23 de abril, o Polígrafo publicou, no seu site, um fact-check a uma declaração de Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna, acerca da vacinação dos bombeiros portugueses. Depois de ter sido adaptada e transmitida ontem no programa televisivo semanal Polígrafo SIC, o Ministério da Administração Interna (MAI) publicou um tweet alegando o seguinte:


"Ao contrário do que concluiu hoje o Polígrafo/SIC, 100% dos bombeiros - cerca de 25.500 - em condições de ser vacinados contra o vírus SARS-CoV-2 já tinham recebido pelo menos uma dose até ao dia 19 de abril, como anunciado pelo ministro Eduardo Cabrita".


O Polígrafo emite agora um esclarecimento no que respeita às informações que recolheu durante o desenvolvimento do artigo em questão, que conclui pelo incumprimento da promessa de Eduardo Cabrita, feita a 13 de abril, segundo a qual todos os bombeiros estariam vacinados com a primeira dose da vacina contra a Covid-19 até ao final dessa semana, ou seja, até ao dia 17 de abril.


Face à declaração de Cabrita, o Polígrafo consultou três entidades com dados atualizados no que respeita à vacinação, de forma a confirmar se o corpo de bombeiros portugueses tinha, efetivamente, concluído o processo de vacinação (com a primeira dose da vacina).


Em primeiro lugar, foi contactado o grupo de trabalho para o Plano Nacional de Vacinação contra a Covid-19 (task force), cuja resposta chegou a 21 de abril. A task force informava, através de mensagem, que numa primeira fase tinham sido vacinados cerca de 15 mil bombeiros e que, em antecipação à época dos incêndios florestais, estava a decorrer a vacinação de cerca de 9.200 bombeiros.


Recorde-se que esta informação foi enviada ao Polígrafo no dia 21 de abril, quarta-feira, mais de uma semana depois das declarações do ministro Eduardo Cabrita.


Nesse mesmo dia, o Polígrafo contactou o Ministério da Administração Interna, confrontando a entidade com os dados fornecidos pela task force. No dia 22 de abril, o MAI enviou, através de email, dados que confirmavam a vacinação, até ao dia 19 de abril, segunda-feira, de cerca de 25.500 bombeiros.


Ora, a primeira incongruência prende-se com a data em que, afinal, o ministro tinha prometido terminar o processo de vacinação. O Polígrafo considerou que Eduardo Cabrita se referia à semana que decorria, com término no sábado, 17 de abril. O ministro, por sua vez, alargou a semana até segunda-feira, 19 de abril.


Esta incongruência poderia ter levado a um desfasamento temporal nos dados fornecidos ao Polígrafo pelas outras duas entidades. No entanto, quer a task force quer a Liga dos Bombeiros Portugueses foram contactadas pelo menos dois dias depois de 19 de abril - ou seja, as informações de que dispunham e que nos transmitiram como sendo a mais atual era posterior à data em que MAI garantiu já terem sido vacinados 25.500 bombeiros.


Depois de obter os dados supracitados, o Polígrafo contactou a Liga dos Bombeiros Portugueses, através do seu presidente Jaime Marta Soares. A primeira chamada registou-se no início do dia 22 de abril, depois de verificada uma incongruência entre os dados fornecidos pela task force e pelo MAI.


Ao final da tarde desse mesmo dia, quinta-feira, Jaime Marta Soares confirmou ao Polígrafo que, apesar de numa primeira fase terem sido vacinados cerca de 17 mil bombeiros (mais até do que os apontados pelo MAI e pela task force), nesta segunda fase, com início a 12 de abril, tinham sido vacinados apenas 3 mil bombeiros, num total de 20 mil profissionais.


Ora, tendo em conta que, por um lado, a task force apontou para uma vacinação deste grupo profissional ainda “a decorrer” e que, por outro, o representante da Liga dos Bombeiros afirmou que tinham sido, até à data, vacinados apenas cerca de 3 mil bombeiros (dos 9 mil delegados para a segunda fase), o Polígrafo conclui que a promessa de Eduardo Cabrita não foi cumprida, uma vez que os dados remetidos eram apenas confirmados pela entidade que tutela, a Administração Interna.


Ao final do dia de ontem, 26 de abril, o Polígrafo contactou, mais uma vez, a task force para o Plano Nacional de Vacinação. A entidade liderada pelo vice-almirante Gouveia e Melo não desmentiu nem retificou os números que forneceu ao Polígrafo no dia 21 de abril, tendo optado por atualizá-los ao dia de hoje, 27 de abril: "Já todos os bombeiros identificados como prioritários foram vacinados com pelo menos uma dose de vacina", devendo ser excluídas "as grávidas, os profissionais que já foram infetados, os que apresentam contraindicações e, ainda, os que não residem ou não se encontram em território nacional".


Fonte: Poligrafo 

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