Bombeiros Criticam Altice e Querem que Governo Procure Novo Parceiro para o SIRESP - VIDA DE BOMBEIRO

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quarta-feira, 14 de abril de 2021

Bombeiros Criticam Altice e Querem que Governo Procure Novo Parceiro para o SIRESP

 


O presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais, Fernando Curto, sugere que o Governo tente encontrar outro parceiro para o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), depois de a Altice Portugal ter notado que o contrato atual termina em junho e não houve contactos para a renovação do mesmo.


Em entrevista à Lusa e ao Diário de Notícias (DN), Alexandre Fonseca, presidente da Altice Portugal, afirmou não haver "uma perspetiva de continuidade, de negociações contratuais" do SIRESP, quando se está "em cima da hora".


"Não temos qualquer tipo de contacto por parte do SIRESP" e, "neste momento, com esta curta já distância, dois meses e meio, com um contrato desta complexidade, com os meios técnicos e humanos que envolve, eu diria que já estamos em cima da hora", disse Alexandre Fonseca.


"Do que depende da Altice Portugal, a mim parece-me que o SIRESP vai acabar no dia 30 de junho de 2021 [último dia do contrato]", uma vez que não há "de facto em cima da mesa uma perspetiva de continuidade, de negociações contratuais", considerou.


Fernando Curto entende que o presidente da Altice Portugal está a pressionar o Governo, quando anuncia que o SIRESP vai acabar a 30 de junho, o que classifica como uma "situação grave".


"O CEO da Altice está a pressionar o Governo. Há um contrato que está em vigor, esse contrato terá de ser renegociado e revisto", sublinha, em declarações à TSF, condenando o "comportamento da Altice, nalguns aspetos, de altivez, perante um serviço que é muito importante para o país".


O representante dos bombeiros profissionais lembra que o SIRESP já teve muitas falhas, por culpa da Altice, e insiste que o Governo não pode ficar refém de uma empresa, pelo que sugere que é altura de pensar noutro parceiro.


"Todos sabemos que o SIRESP não tem sido eficaz, porque a própria empresa não teve o cuidado, ao longo dos anos, de organizar toda a rede", atira Fernando Curto.


"O Governo, se calhar, devia partir para outro caminho. Nenhum Governo, muito menos este, pode ficar refém de uma empresa que, muitas vezes, fala apenas numa perspetiva comercial, e não numa perspetiva de organização e de utilizar um serviço em prol da população", defende o presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais.


Apesar de reconhecer que tal tarefa pode não ser fácil, a uma distância tão curta "do início da época dos fogos florestais", Fernando Curto acredita que, "perante esta situação, o Governo devia procurar outro parceiro".


Fonte: TSF

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