"Temos de deixar de ter uma autoridade só vocacionada para os incêndios florestais", diz associação - VIDA DE BOMBEIRO

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sexta-feira, 5 de março de 2021

"Temos de deixar de ter uma autoridade só vocacionada para os incêndios florestais", diz associação

 

A Fénix-Associação Nacional de Bombeiros e Agentes da Proteção Civil (ANBAPC) lamenta que a tragédia de Entre-os-Rios, há 20 anos, não tenha servido de lição para "melhorar" o sistema de emergência e proteção civil, denunciando "falta de formação e recursos" na área.


"Portugal não detém um sistema com capacidade resposta, de forma organizada, que permita minimizar o impacto de incidentes graves ou catástrofes", diz o vice-presidente da ANBAPC, Nélson Batista, sublinhando que "a desorganização do passado mantém-se" e, em termos de resposta, "existem as mesmas condições" de há duas décadas.


Nélson Batista dá o exemplo das viaturas de intervenção em catástrofe do INEM, "que só existem no Porto, Lisboa, Coimbra e Faro". Denuncia, também, "a filosofia minimalista" no equipamento das ambulâncias, "aquém da realidade europeia", e aponta falhas na formação dos técnicos que prestam socorro e a falta de profissionalização dos bombeiros. "Não podemos continuar a ter um socorro tão dependente da disponibilidade das pessoas. Temos excelentes técnicos como voluntários, mas seriam melhores se tivessem afetos a essa função em exclusivo. Mas não há uma política de afetação desses recursos", denuncia o dirigente associativo.


Ao mesmo tempo, a associação faz críticas à gestão do INEM, defendendo que a Autoridade Nacional de Proteção Civil deveria assumir o papel principal na organização das respostas aos incidentes da dimensão de Entre-os-Rios. "Temos de deixar de ter uma autoridade só vocacionada para os incêndios florestais", sublinha Nélson Batista, acrescentando que "o INEM não tem capacidade para fazer gestão de catástrofe". "O INEM gere recursos que não sabe onde eles estão. Faz gestão de ambulâncias que estão assentes na rede dos bombeiros e Cruz Vermelha", sustenta.


A ANBAPC critica, ainda, o Plano de Recuperação e Resiliência, por estar virado "só para os incêndios florestais". "Não há investimento para melhorias no socorro às populações", conclui Nélson Batista.


Fonte: JN

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