Centro de Protecção Civil começa a ser construído no início de Maio - VIDA DE BOMBEIRO

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segunda-feira, 22 de março de 2021

Centro de Protecção Civil começa a ser construído no início de Maio

 


Novo equipamento vai custar mais de 880 mil euros e permite apetrechar melhor os Bombeiros Sapadores de Viana do Castelo que hoje assinalam os 241 anos de existência.



A Câmara Municipal de Viana do Castelo vai dar início, este ano, à ampliação do Centro Municipal de Protecção Civil. A empreitada deve começar até ao início do mês de Maio, implicando um investimento de mais de 880 mil euros.

O anúncio foi feito pelo presidente da autarquia, José Maria Costa, em entrevista ao ‘Correio do Minho’ por ocasião dos 241 anos dos Bombeiros Sapadores de Viana do Castelo, que hoje se assinalam.

A estrutura, que vai albergar também os serviços da Protecção Civil Municipal, corresponde a uma das aspirações do corpo de bombeiros.


“Por altura de mais um aniversário da nossa corporação de soldados da paz, é um gosto apresentar a ampliação do Centro Municipal de Protecção Civil, que será uma modernização da actual valência, de forma a dar melhor resposta aos grandes desafios da actualidade no âmbito da Protecção Civil”, afirmou José Maria Costa.

O autarca de Viana do Castelo mostrou-se convicto que “com estas novas instalações e com os novos serviços que nela serão incorporados, os Bombeiros Sapadores e a Protecção Civil Municipal ficarão melhor apetrechados para fazer face às novas realidades que surgem dia após dia.”

O novo edifício vai ser construído no terreno que dá continuidade ao actual parque de viaturas.


A nova estrutura vai incluir espaços para o Planeamento Municipal de Emergência, salas para reuniões da Comissão Municipal de Protecção Civil, da Comissão Municipal de Defesa da Floresta; com as juntas de freguesia e com grupos de trabalho de segurança de eventos desportivos e culturais, acções de formação e de sensibilização e áreas técnicas. O Centro Municipal de Operações de Socorro vai ter ao dispôr áreas para a coordenação, comando e controle tendo como referência a Central Municipal de Operações de Socorro (CMOS), estrutura onde deve assentar toda a resposta no âmbito do Sistema de Gestão de Operações (SGO) ao nível municipal.

O projecto do novo edifício é composto por um piso térreo (com 368,1 metros quadrados) e um primeiro andar (com 275,3 metros quadrados).

António Cruz, comandante dos Bombeiros Sapadores de Viana do Castelo lembrou que a segunda fase do Centro Municipal de Protecção Civil está prevista há mais de 25 anos e que será “garantidamente uma referência na qualidade do nível da resposta na protecção e socorro no nosso município”.


Companhia dedicada à defesa dos vianenses


“Os Bombeiros Sapadores de Viana do Castelo (BSVC) estão a assinalar 241 anos de existência, num momento em que a sua missão ganha acrescida importância junto de toda a comunidade”. A opinião é de José Maria Costa, presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo.

O edil vianense lembra que este é o terceiro corpo de bombeiros mais antigo do país e que “a sua acção tem sido pautada pelo saber e pelo conhecimento que a experiência permite alcançar”, destacou José Maria Costa.

O actual contexto de pandemia causada pela Covid-19 obrigou um esforço suplementar por parte de todos quantos trabalham na corporação, o que levou a um reconhecimento por parte do presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo e principal responsável pelos BSVC.


“Em contexto de pandemia, não poderia deixar de assinalar o esforço inexcedível que todos fizeram, ao longo deste último ano, para dar resposta a inúmeras solicitações, que exigiram alterações substanciais na forma como trabalharam, sem nunca descurarem o empenho e o amor ao próximo. O nosso quartel de bombeiros acolhe uma corporação de bombeiros prontos para, em qualquer altura e sob qualquer circunstância, defender os vianenses, a cidade e o concelho, disponibilizando-se também para ajudar outras regiões do país sempre que existe essa necessidade. Enquanto autarca, é um privilégio contar com sapadores de elevada formação, que dão o seu melhor em prol da comunidade que abraçam”, destacou José Maria Costa.


A acção dos BSVC transmite confiança e segurança aos munícipes de Viana do Castelo. “Enquanto Presidente da Câmara, é uma tranquilidade saber que a nossa Companhia de Bombeiros Sapadores é composta por homens e mulheres que se entregam de forma abnegada e altruísta à causa pública e à defesa dos vianenses”, indicou José Maria Costa. O autarca destacou ainda que os BSVC “são funcionários municipais e, por isso mesmo, contam com todo o apoio da autarquia para a gestão do dia-a-dia, aquisição de equipamentos de protecção individual, apetrechamento de viaturas e instalações”.


Corpo activo vai ser reforçado com 12 bombeiros sapadores


Os Bombeiros Sapadores de Viana do Castelo (BSVC) vão poder contar, em breve, com um reforço de 12 elementos. Os candidatos estão na fase final da formação, disse o comandante da corporação.

António Cruz frisou que “estão a ser retomadas duas áreas de formação que se encontravam suspensas (devido à Covid-19), como sejam a de Técnicos de Fogo Controlado e Operacionais de Queima, aguardando-se a todo o momento o início das formações programadas e adiadas em 2020”. Ainda assim foi possível proceder a 2150 horas de formação durante o ano passado.

Uma das áreas onde deverá ser sentido esse reforço é na condução de veículos pesados, que compõem a maior parte da frota dos BSVC. Para tal, garantiu o comandante da corporação, “foi também dado o início a todo o processo médico obrigatório”.


A companhia dispõe, actualmente, de um corpo activo composto por 64 elementos, aos quais se juntam dois assistentes administrativos.

Recentemente foram recrutados dois assistentes técnicos de apoio ao comando.

Em breve deverá ser preenchido o cargo de segundo comandante. “Terminados estes processos que estão a decorrer, pode afirmar-se que a Companhia de Bombeiros Sapadores de Viana do Castelo ficará muito perto de atingir o número de pessoal previsto há cerca de 25 anos, quando o actual quadro foi criado”, explicou António Cruz.


O futuro, a curto prazo, deverá trazer, também, novas viaturas para o corpo de bombeiros, já que algumas delas estão já na fase da contratação pública. É o caso do Veículo Tanque Táctico Urbano (com 16 mil litros de água de capacidade), de um Veículo de Operações Específicas (que permite deslocar atrelados com materiais de salvamento animal, mergulho, sinalização de emergência, inundações, balizamento e tamponamento de derrames de matérias perigosas e logística) e de um Veículo de Apoio Logístico (com capacidade para 14 mil litros de água). Também são esperados 100 equipamentos de protecção individual.


Recentemente foram instaladas máquinas para lavagem e secagem de equipamentos de protecção individual, que permitem também fazer a descontaminação dos mesmos.

“Com a instalação deste equipamento e desta tecnologia de leitura, vai ser possível criar uma nova era no que à protecção individual diz respeito, nomeadamente porque irá permitir que no final dos incêndios os equipamentos utilizados sejam de imediato isolados, evitando desta forma processos de contaminação que acontecem nestas situações”, indicou o comandante António Cruz.


Da Companhia da Bomba a Bombeiros Sapadores


OCorpo de Bombeiros Municipais de Viana do Castelo surgiu a 22 de Março de 1780 (há 241 anos), data em que a Nobreza e o Povo aprovaram na Câmara Municipal da vila de Viana um pedido para a criação de uma bomba de incêndios. O equipamento acabaria por ser adquirido sete anos mais tarde, pela quantia de 315.075 reis. Veio de Inglaterra, e teve como primeiro capitão José António Rellogoeiro.

Em 1852 (a 11 de Setembro) é adquirida a segunda bomba. A primeira bomba de escada chegou à corporação em 1853/1854. Até 1927 foram usados diferentes tipos de bombas de incêndios. Nesse mesmo ano entrou em funcionamento o primeiro veículo motorizado da corporação. Trata-se de uma auto-bomba modelo Metz, de dois cilindros, que custou 140 libras.

Em 1860 seria organizada a Companhia da Bomba.


A escassez de material e o mau estado de conservação do mesmo constam de um relatório elaborado em Março de 1907 por Antonio Moutinho, e onde é proposto à Câmara Municipal a criação do Corpo Municipal de Salvação Pública de Vianna do Castello. O novo nome é deliberado na reunião de Câmara de 3 de Junho de 1908, e o Regula mento foi apresentado a 28 de Agosto do mesmo ano.

A 19 de Abril de 1933 é criado o Corpo de Bombeiros Municipais.

Em 13 de Abril de 1938 é aprovado o Regulamento do Servic?o do Piquete Nocturno do Corpo de Bombeiros Municipais

Em 13 de Julho do mesmo ano, é efectuada uma proposta relativa a uma nova organização do serviço de incêndios.


Nas comemorações dos 164 anos de existência dos Bombeiros Municipais, a 22 de Março de 1944, o vereador José Coutinho propõe que a corporação seja condecorada com a Medalha de Ouro da cidade, sendo esta atribuída a 21 de Julho desse ano. A 23 de Junho de1958 é aprovado por unanimidade o Regulamento Interno do Corpo de Bombeiros Municipais de Viana do Castelo.

A profissionalização dos bombeiros chegaria nos anos 80 do século passado, com a criação de um corpo permanente de bombeiros municipais.


No ano de 1990 o Corpo Municipal de Bombeiros é constituído por 25 elementos profissionais e 15 semi-profissionais, integrando 19 o corpo de homens-rãs (mergulhadores). Possui membros devidamente formados para responder a situações de emergência médica, habilitados nas áreas de socorrismo, adaptação a ambulância e reanimação avançada. Em Setembro de 2019, o presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, José Maria Costa, propõe a alteração do Corpo de Bombeiros Municipais de Viana do Castelo para Companhia de Bombeiros Sapadores. A proposta foi aprovada por unanimidade. Com esta proposta e consequente deliberação camarária, conclui-se um longo processo com cerca de 40 anos que termina a 19 de Setembro de 2019, com a passagem a Companhia de Bombeiros Sapadores do Corpo de Bombeiros Municipais, tendo sido o município de Viana do Castelo, o primeiro a nível nacional a proceder a esta importante alteração.


Fonte: Correio do Minho

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