Sindicato e Associação dos Bombeiros Acusam Comandante do Regimento de Deslealdade no Processo de Vacinação - VIDA DE BOMBEIRO

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sábado, 20 de fevereiro de 2021

Sindicato e Associação dos Bombeiros Acusam Comandante do Regimento de Deslealdade no Processo de Vacinação

 


Sindicato e Associação Nacional de Bombeiros Profissionais questionam prioridade de comandante e 2.º comandante na vacinação num período difícil para os operacionais. E acusam-nos de omitirem factos.


A Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP) e o Sindicato Nacional de Bombeiros Profissionais (SNBP) consideram que o processo de vacinação dentro do Regimento de Sapadores Bombeiros (RSB) de Lisboa “em nada dignifica a instituição“.


O Observador revelou, no dia 16, que o comandante e o segundo comandante do RSB de Lisboa foram vacinados com sobras de um lar ao arrepio das orientações que seriam aprovadas dias depois pelo próprio comandante. A ordem de serviço interna determina que apenas um elemento do comando – o responsável pelo plano de vacinação na corporação – deveria ser vacinado na primeira fase.


Nesse seguimento, as direções nacionais da ANBP e do SNBP reuniram esta sexta-feira, tendo anunciado preocupação com a forma como o processo está a ser conduzido, referindo mesmo que houve “quebra de lealdade institucional”. Por estes motivos foram já pedidas “reuniões com carácter de urgência” ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, e aos vários partidos representados na vereação e na assembleia municipal, para apresentar questões “que já se arrastam há bastante tempo e que, pouco a pouco, vão revelando o descontrolo a que o RSB está votado”.


Bombeiros ficaram a saber da administração das sobras pela comunicação social


Estas duas estruturas referem na mesma nota que após terem conhecimento de que “o vereador da Proteção Civil na Câmara Municipal de Lisboa (CML), Carlos Manuel Castro, o Comandante e o Segundo Comandante do RSB, já teriam sido vacinados a 18 de janeiro, precisamente no primeiro dia de inoculações nos lares de idosos da cidade”, decidiram “questionar a razão de este facto ter sido omitido na reunião mantida com a ANBP/SNBP a 1 de fevereiro”.


Nessa reunião do início do mês, sublinham, estavam o vice-presidente da CML, João Paulo Saraiva, o vereador Carlos Manuel Castro, o comandante do RSB, Tiago Lopes, o adjunto técnico do RSB, Isidro Pinheiro, o diretor de Recursos Humanos do município de Lisboa e uma responsável da Divisão de Saúde Higiene e Segurança (DSHS) da autarquia. E “foi debatido o Plano de Vacinação para os Sapadores de Lisboa”: “Aí, tivemos conhecimento que o RSB havia sido contemplado com apenas 397 vacinas, o que não corresponde sequer a 50 por cento do seu efetivo, uma vez que o RSB tem atualmente 895 efetivos”.


Além do número de vacinas, “foi discutido um plano com critérios e prioridades para a vacinação no RSB” e a ANBP e o SNBP foram “informados pelo Comandante que estaria a ser elaborada uma proposta pela Secção de Operações do Regimento para definir o modelo e os critérios a seguir”.


Porém, lamentamos que, em momento algum, quer o Comandante, quer o Vereador Carlos Manuel Castro, tenham admitido que já tinham sido vacinados no dia 18 de janeiro e que havia sobras de vacinas dos lares que poderiam ter sido ministradas aos Bombeiros desde essa altura”, frisam em comunicado a associação e o sindicato, falando em deslealdade e desrespeito.


Os dias complicados, quando ainda não havia doses para os elementos do RSB


A ANBP e o SNBP lembram no texto que a 18 de janeiro, quando o comandante e o 2.º comandante do RSB de Lisboa tomaram a primeira dose, tal como o então vereador da Proteção Civil Carlos Castro, o Regimento de Sapadores Bombeiros “vivia um dos piores dias da pandemia, com um elevado número de bombeiros em isolamento (68) e contagiados com Covid-19 (38), num total de 106 efetivos inoperacionais”.


E o que veio a seguir não foi melhor, sem que os profissionais tivessem querido criar alarmismos: “Nos dias seguintes, a pressão a nível de contágios manteve-se. Porém, esta situação nunca foi transportada para a opinião pública, para não causar alarmismos, tendo os profissionais do RSB assegurado toda a operação de modo a nunca colocar em causa o socorro à população”.


E rematam com uma pergunta: “Mediante tudo o que agora foi tornado público, como é possível admitir que a vacinação no RSB só tenha começado a 12 de fevereiro, quase um mês depois de se terem verificado sobras de vacinas de vários lares, ao que parece, mais de 120?”


Acusam ainda o comando de ter faltado à verdade às chefias ao referir, mais tarde, que fora vacinado pelo Exército: “Outro facto lamentável a salientar é que, a 11 de fevereiro, o comandante do RSB, em reunião com algumas chefias, quando foi discutida a vacinação nos Bombeiros, alegadamente referiu que ‘já tinha sido vacinado pelos militares’, quando afinal se veio a comprovar, por declarações do vereador e por notícias não desmentidas, que tinha sido vacinado na Câmara Municipal de Lisboa.”


Fonte: Observador

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