Paulo Afonso Teve Pressa e Nasceu em Casa com a Ajuda dos Bombeiros - VIDA DE BOMBEIRO

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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Paulo Afonso Teve Pressa e Nasceu em Casa com a Ajuda dos Bombeiros

 


Vítor ainda tentou preparar tudo para levar a mulher ao hospital, mas já não houve tempo para nada: às 36 semanas de gestação, Paulo Afonso apressou-se e acabou por nascer em casa, ao início da manhã desta sexta-feira, pelas mãos de dois operacionais dos Bombeiros Voluntários da Trofa.


"Rondava as 7 horas, ainda estávamos a dormir, e a minha mulher pôs-se a pé a dizer que tinha dores. Como estava só nas 36 semanas, nunca pensámos que fosse já. Comecei a fazer as malas e a preparar tudo. Ia tentar levá-la de carro ao hospital, mas ela disse que as contrações estavam cada vez mais fortes, e aí liguei para os Bombeiros da Trofa. Mal eles chegaram, as águas rebentaram. Houve uma contração mais forte e foi logo ali, no chão da sala", conta ao JN Vítor Azevedo, de 31 anos.


Paulo Afonso nasceu às 7.45 horas, com pouco mais de dois quilos, mas "forte", orgulha-se o pai, que relata que "está tudo bem" com o menino e com a mãe, Maria das Dores, de 25 anos, com quem já tinha uma filha, de três anos. Ambos foram transportados para o Hospital de Famalicão.


Para Pedro Oliveira, bombeiro há 23 anos, e Fátima Dias, que soma três décadas na mesma missão, foi uma estreia na realização de um parto. Fizeram-no sozinhos, pois não houve tempo sequer para o INEM pôr em linha um profissional que orientasse os procedimentos dos operacionais.


"Recebemos o alerta para um parto iminente por volta das 7.30 horas. Quando chegámos ao local, o pai disse que a bolsa de água tinha rebentado e que era o segundo filho. Por isso, fui logo à ambulância buscar o kit de partos, e, quando cheguei à casa, a minha colega disse que já tinha apresentação da coroa encefálica. E eu disse: "então, vamos lá fazer o parto". Liguei ao CODU [Centro de Orientação de Doentes Urgentes], a dizer que precisava de apoio diferenciado, e em sete minutos a criança nasceu. Foi muito rápido", descreve Pedro Oliveira, que lembra a "adrenalina" que sentiu ao trazer o bebé ao Mundo. "Uma coisa é treinarmos em bonecos; outra é fazer um parto em contexto real. É muito diferente", observa.


Fonte: JN

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