Bombeiros Exigem Central Única de Socorro - VIDA DE BOMBEIRO

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domingo, 14 de fevereiro de 2021

Bombeiros Exigem Central Única de Socorro

 


Telefonar para o 112 leva o alerta a percorrer várias centrais. A solução passa por um mecanismo centralizador da emergência.


As diferentes forças que operam na proteção e socorro não estão agregadas numa central única, que despache os meios e faça a gestão da emergência. Num alerta para o 112, a chamada é transferida para o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), que decide se envia uma ambulância própria, dos bombeiros ou da Cruz Vermelha. Se for ativada uma viatura médica, é preciso fazer a ligação ao hospital. Se forem necessários bombeiros, são ativados os centros distritais da Proteção Civil. A estes juntam-se as forças policiais, GNR ou PSP, cada uma com a sua central, e, em muitos casos, as concessionárias das autoestradas, do gás e da eletricidade ou, se for uma operação complexa, as Forças Armadas e as autarquias.


“Para que uma ambulância, por exemplo da Cruz Vermelha, e um veículo de bombeiros cheguem junto de um cidadão acidentado numa autoestrada a chamada percorre oito centrais. São oito oportunidades de falha”, diz Ricardo Correia, comandante dos Bombeiros da Azambuja. “E digo oito presumindo que todos têm disponibilidade, o que nem sempre acontece.” Na Azambuja, o paradigma está a ser alterado, juntando numa central única os bombeiros da sede do concelho, de Alcoentre e ainda a Cruz Vermelha de Aveiras. “Um país de recursos limitados devia ter uma central única, onde todos os agentes de proteção civil tivessem assento”, destaca.


“Defendemos a integração operacional de todos os agentes de proteção civil e emergência numa central única com procedimentos precisos que determinem quando e o que deve ser ativado a cada chamada 112”, frisa também João Marques, presidente da Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários. O dirigente lembra que se “perde eficácia com um modelo disperso, que apenas prevê oficiais de ligação no comando nacional de Proteção Civil, onde são ativados por telefone”.


Fernando Curto, presidente da Associação de Bombeiros Profissionais, reclama também a junção “numa só central do despacho de meios com decisão e resposta”, lembrando que é “o modelo da maioria dos países europeus”.


O atual modelo conta com 18 comandos distritais da Proteção Civil e duas centrais do 112. Está a ser reforçado com 23 novas centrais intermunicipais, sete regionais e uma nacional, só na Proteção Civil. Irão manter-se os centros 112, as centrais das forças de segurança, o comando dos sapadores florestais, os cinco CODU e as capitanias.


Fonte: Expresso

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