"A Vacina Dá-nos Mais Segurança. Só Peca por Tardia" - VIDA DE BOMBEIRO

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sábado, 13 de fevereiro de 2021

"A Vacina Dá-nos Mais Segurança. Só Peca por Tardia"

 


Arrancou esta sexta-feira a vacinação de metade dos bombeiros das cinco corporações de Gondomar. No pavilhão Multiusos, ao longo da manhã, foram inoculados 90 profissionais, sendo que na próxima semana mais 80 bombeiros vão receber a primeira dose da vacina contra a covid-19. De fora ficam cerca de 180 bombeiros, esperando-se que possam ser vacinados daqui a um mês. As forças de segurança começam a ser vacinas já na próxima semana.


A vacinação era um momento há muito esperado no quartel dos bombeiros de Areosa - Rio Tinto, onde Nuno Pinto trabalha há uma década. Na manhã desta sexta-feira, foi o primeiro dos 90 bombeiros das cinco corporações de Gondomar a ser inoculado contra a covid-19.


"Não custou nada, não dói. É uma coisa perfeitamente natural. Já devia ter sido há mais tempo. A vacina é um complemento à segurança que temos no dia-a-dia", disse Nuno Pinto, de 42 anos.


Manuel Viana é adjunto do comando no quartel de Valbom. Por lá, a vontade de receber a vacina era a mesma. "Era uma coisa que esperávamos há muito tempo. Infelizmente, tivemos de optar pelas pessoas que iam ser vacinadas. Esperamos que chegue a todos", frisou o profissional, explicando que, nesta sexta-feira, receberam a primeira dose cerca de 21 bombeiros de Valbom. Para inocular metade do corpo de bombeiros, faltam ainda 19 elementos.


"O medo é generalizado nas ações de socorro que prestamos e, por isso, recebemos com grande entusiasmo a vacina. Dás-nos uma maior segurança, mas não substitui os cuidados que devemos manter", considerou Manuel Viana.


De acordo com o presidente da Câmara de Gondomar, até ao final da próxima semana, a expectativa é vacinar 170 bombeiros, o equivalente a metade dos efetivos das cinco corporações do concelho. Daqui a um mês, está prevista a inoculação dos restantes 180 elementos. Também para a próxima semana está previsto o início da vacinação das forças de segurança.


"O plano nacional define que 50% do efetivo de cada corporação iria ser vacinado. A identificação foi feita pelos comandantes de cada corporação e hoje estamos a vacinar 90 elementos das cincos corporações de Gondomar. Respira-se, acima de tudo, um sentimento de esperança e de alegria", referiu Marco Martins.


João Nunes foi um dos comandantes responsáveis pela seleção dos bombeiros a vacinar. É o membro da corporação de Areosa - Rio Tinto. A tarefa "não foi fácil" e, na lista de profissionais a inocular, o seu nome ficou de fora. A prioridade foi dada aos "homens" que tem a seu cargo.


"Não vou ser vacinado enquanto os meus homens não forem vacinados. Não me vou pôr à frente de nenhum deles", justificou João Nunes.


Com o decreto do novo confinamento, as regras no quartel também apertaram. As equipas trabalham "em bolha", sem se cruzarem entre si. A vacina é uma esperança.


"As pessoas levantaram-se hoje com outra disposição. É uma forma, justa e tardia, de reconhecerem o trabalho dos bombeiros. A vacina dá-nos mais segurança e alento porque nós também estamos na linha da frente. Só peca por tardia. Vamos buscar os doentes para os levar aos hospitais e lidamos com a incerteza. Vamos para as ocorrência e não sabemos se é covid positivo ou um falso positivo", contou João Nunes.


Segundo Marco Martins, na próxima semana, haverá um "reforço do stock de vacinas destinadas a pessoas com mais de 80 anos ou com mais de 50 anos e comorbilidades associadas. Até então, já foram inoculados todos os profissionais do ACES de Gondomar, bem como utentes e profissionais dos lares do concelho. A exceção verifica-se apenas em dois lares, onde existem surtos ativos.


"Haja vacinas e o pavilhão Multiusos está preparado para inocular 500 pessoas por dia", garantiu o autarca.


Fonte: JN

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