Rede de Oxigénio "Estabilizada" no Amadora-Sintra: 53 Doentes Transferidos - VIDA DE BOMBEIRO

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Rede de Oxigénio "Estabilizada" no Amadora-Sintra: 53 Doentes Transferidos

 


Sobrecarga na rede de fornecimento de oxigénio originou uma falha que obrigou à transferência de doentes, mas a situação já está regularizada. Hospital anuncia que tem em curso um conjunto de obras para o reforço da capacidade da rede.


Depois de uma falha da rede de oxigénio do Hospital Amadora-Sintra ter obrigado, esta terça-feira à noite, à transferência de algumas dezenas de doentes, a unidade hospitalar esclareceu, esta manhã, que a referida rede está "a funcionar de forma estabilizada e dentro os padrões de segurança, mantendo-se a monitorização permanente do seu fluxo".


Flutuações da rede foram colmatadas com recurso a garrafas de oxigénio


Num ponto de situação publicado no Facebook, o Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca confirmou "os constrangimentos" verificados ontem à noite, motivados pela sobrecarga da rede, explicando que se tornou "aconselhável a transferência de 53 doentes para outras unidades de saúde da região de Lisboa com vista a garantir a diminuição do número de doentes internados".


A instituição voltou a sublinhar, ainda assim, "que não está em causa, como nunca esteve, a disponibilidade de oxigénio ou o colapso da rede", já que as falhas estiveram associadas a uma dificuldade em manter a pressão.


"Em momento algum os doentes internados estiveram em perigo devido a esta ocorrência, tendo as flutuações da rede sido colmatadas com recurso a garrafas de oxigénio, envolvendo a mobilização de vários profissionais, cujo esforço se enaltece e agradece publicamente", pode ler-se na nota.


O hospital recordou que é a unidade de Lisboa com mais doentes covid internados: 363 até esta terça-feira, "registando-se um aumento de 400% desde 1 de janeiro". "Muitos destes doentes necessitam de oxigénio medicinal em alto débito", esclareceu.


Por isso - para "melhorar a capacidade de resposta - a unidade já tem em curso um conjunto de obras "para reforço da rede de fornecimento de oxigénio" nomeadamente em enfermarias, serviços de urgência e unidades de cuidados intensivos.


"Além disso tiveram também já início os trabalhos de instalação de uma rede redundante na Torre Sintra, que - tal como a rede redundante já instalada na torre Amadora - irá reforçar a rede de gases medicinais já existente", acrescentou a instituição, frisando ainda que vai também ser instalado "um tanque de oxigénio para alimentar em exclusivo a Área Dedicada a Doentes Respiratórios do Serviço de Urgência e que ficará independente da rede principal".


Fonte: JN

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