A Crónica da Ariana: Enquanto Não Mudarmos, Continuaremos Não a Ser Coitadinhos mas "Cornos Mansos" - VIDA DE BOMBEIRO

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domingo, 27 de dezembro de 2020

A Crónica da Ariana: Enquanto Não Mudarmos, Continuaremos Não a Ser Coitadinhos mas "Cornos Mansos"

 


Há cerca de um mês, foi, após longa promessa, anunciado um Prémio para Profissionais de Saúde que, para além de englobar apenas profissionais do SNS e de Emergência Pré-hospitalar, requeria a realização de atividades diretamente relacionadas com ou com doentes infetados ou suspeitos de COVID em, pelo menos, 30 dos 45 dias que compreendeu o primeiro estado de emergência (isto numa altura que, para segurança dos profissionais e dos doentes numa época de incerteza acerca desta nuvem que se abateu sobre nós, muitas equipas fizeram horário em espelho, com rotação das equipas a cada 2 semanas, excluindo, obrigatoriamente, pelo menos, metade dos seus profissionais deste prémio), descurando tudo o que, não sendo profissional do SNS, se expunha diariamente, ou quase, em contacto com casos suspeitos ou confirmados, quer em contexto Pré-hospitalar não emergente, quer em transporte inter hospitalar.


Ignorando atrasos na sua legislação, aprovação e atribuição, o parecer foi praticamente unânime, da sua natureza excessivamente restritiva, sendo uma medida para "ficar bem na fotografia"  algo a que todos nós que vestimos uma farda já estamos habituados …..e não necessariamente para compensar quem pôs o bem comum à frente do seu próprio, muitos dos quais sofreram as consequências, de uma forma ou de outra, desta "missão" 


Eis que chegamos ao capítulo segundo desta saga.


 O recentemente anunciado Subsídio de risco para Profissionais de Saúde, padece de muitos dos males do prémio previamente discutido. Apesar de não colocar as restrições de período de trabalho em áreas diretamente relacionadas com ou com casos confirmados ou suspeitos de COVID, apenas se aplica "profissionais de saúde do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e organismos de Administração direta e indireta do Estado integrados no Ministério da Saúde com contrato de trabalho em funções públicas ou contrato de trabalho, incluindo os profissionais do INEM". 


De novo, o feedback é praticamente unânime. É uma medida restritiva e que vai, certamente, causar discriminação e divergência entre as várias classes profissionais que, para além de serem imprescindíveis no combate a esta pandemia, devem atuar e coordenar de uma forma coesa e fluída para minimizar o impacto naqueles que são os mais queridos, quer sejam nossos, quer sejam de alguém. 


Atravessamos um período conturbado e incerto e, ou nos unimos e o tentamos atravessar em conjunto, ou nos arriscamos a separados, definhar (algo que já tem acontecido um bocadinho de norte a sul do país)


Até que as autoridades legislativas tenham isso em consideração, iremos atravessar tempos ainda mais conturbados, até que quem de direito resolva agir em conformidade com o esforço exigido a todas as fardas continuaremos não a ser coitadinhos mas ‘’cornos mansos ‘’ (desculpem lá os mais sensíveis) desta m* toda mas os únicos ainda a vestir a camisola  só não sabemos até quando porque todos os cornos  tem paciência e toda a paciência um dia acaba .


Ariana Ribeiro

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