Bombeiros Voluntários de Viseu Querem Nova EIP - VIDA DE BOMBEIRO

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segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Bombeiros Voluntários de Viseu Querem Nova EIP

 


Os Bombeiros Voluntários de Viseu querem ter uma segunda Equipa de Intervenção Permanente (EIP). A ideia da criação do novo grupo de operacionais surgiu num desafio lançado, este domingo (11 de outubro), à direção da associação humanitária pelo novo comandante da corporação, Rui Leitão, na cerimónia de tomada de posse dos novos elementos do comando. 


“Dizemos que Viseu é a melhor cidade para viver e da mesma forma o socorro tem que ser o melhor, quer seja a nível local, distrital e nacional. Nesse sentido, juntamente consigo, os seus pares e com o município, era com agrado, que num curto espaço de tempo, via a criação de uma segunda EIP neste corpo de bombeiros e assim iremos garantir uma resposta mais eficaz, mais musculada para os viseenses, para o concelho e para o país”, afirmou.


O presidente dos Voluntários de Viseu entende que esta ideia faz todo o sentido. Carlos Costa lembrou que o concelho viseense é “extenso em área, quer florestal, quer urbana e tem ainda uma das demografias mais densas do interior de Portugal”. 


“Infelizmente o rácio de bombeiros que dispomos fica substancialmente abaixo daquilo que é desejável e não podia vir em melhor altura este desafio do senhor comandante porque precisamos de mais homens, equipas disponíveis e mais tempo disponível destes profissionais para prestar socorro neste que é um concelho que se quer também em crescimento. Para prestar mais e melhor socorro precisamos de fazer crescer o nosso corpo de bombeiros em quantidade e qualidade”, defendeu.  


Presente na sessão esteve José Requeijo, representante da Liga de Bombeiros, que recordou que para ser criada mais uma EIP nos voluntários é preciso haver um entendimento entre a corporação, a Câmara Municipal de Viseu e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil. 


O também comandante dos Bombeiros de Moimenta da Beira adiantou ainda que a Liga está nesta altura a negociar com o Governo a criação de mais equipas de intervenção permanente nas corporações. 


“Estamos numa segunda luta, numa segunda leva negocial com o Governo. Instalámos EIP em todos os concelhos, em todos os corpos de bombeiros que assim o quiseram, e agora estamos agora, numa segunda fase, a ver onde é que há necessidade, onde é que é importante, haver uma segunda EIP nos corpos de bombeiros. Viseu pela sua atividade, pela sua capacidade, pela sua dimensão estará na linha da frente para ter uma segunda EIP nos Bombeiros Voluntários”, afirmou. 


A sessão de tomada de posse do novo comando da corporação contou com a presença de poucas dezenas de pessoas. O município de Viseu não esteve presente.


Novo comando com um grande desafio 

Os voluntários são agora comandados por Rui Leitão, que até há pouco tempo era segundo comandante dos Bombeiros de Santa Comba Dão. O segundo comandante da corporação viseense é agora Paulo Renato, ele que até esta altura desempenhava as funções de adjunto. 


Na cerimónia em que foi empossado, Rui Leitão declarou que quando aceitou o convite que lhe foi feito sabia que ia ter “um desafio pessoal e um desafio institucional elevado”. 


“O que me fez aceitar este desafio foi estar munido dos meus familiares, amigos, antigos colegas da equipa de comando de que fazia parte e da minha antiga direção. Sabia que aqui ia encontrar homens e mulheres com valor grande, que sentem os bombeiros da mesma forma que eu sinto e que com eles esse trabalho ia ser mais fácil”, enfatizou. 


Rui Leitão recusou fazer qualquer promessa porque entende que o trabalho que tem pela frente tem que ser feito em conjunto com os operacionais e com a direção.   


“Não adianta estar aqui a fazer promessas de que vou fazer isto e aquilo, não. Vamos fazer aquilo que todos nós queremos, comando, corpo ativo e direção. Isto é um trabalho conjunto, não é um desafio, nem um trabalho individual”, sustentou. 


Já o presidente da associação humanitária disse que o novo comandante abre “um novo ciclo” na corporação. Segundo Carlos Costa, Rui Leitão e Paulo Renato vão ter um enorme desafio pela frente. 


“Senhores comandante e segundo comandante este só por si é já um grande desafio, é o maior desafio que vos lançamos e é sobre os vossos ombros que recaem as nossas esperanças, os nossos anseios e de toda a população”, avisou.


“Encontrarão pela frente dificuldades, problemas, encruzilhadas e nas tarefas que comando vão sentir-se muitas vezes isolados, sós, e sem saber que rumo tomar. É nessas alturas que devem lembrar a verdadeira razão de existência da nossa associação humanitária, ou seja, dar sempre primazia ao socorro às populações e não a qualquer protagonismo. É para socorrer que existimos e não nos podemos desviar desse rumo”, concluiu. 


Fonte: Jornal do Centro

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