Liga de Bombeiros Ameaça Posição de Força se Valores em Atraso não Forem Pagos de Imediato - VIDA DE BOMBEIRO

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segunda-feira, 6 de julho de 2020

Liga de Bombeiros Ameaça Posição de Força se Valores em Atraso não Forem Pagos de Imediato


A LBP teve conhecimento através de um comunicado emanado pela ANEPC e assinado por um diretor de serviços, que constrangimentos de natureza administrativo-financeira impossibilitaram a transferência para a ANEPC de reforço orçamental que viabilizaria a transferência das verbas DECIR devidas às Associações Humanitárias e consequentemente aos elementos que integram o dispositivo.

Tal situação comprova um desnorte dessa Autoridade porquanto aconselhava o prévio planeamento e, com a mesma  pressa que quiseram garantir a participação dos bombeiros, deveriam com a mesma pressa, ter garantido as verbas para assunção plena desse compromisso.

Contudo, assim não foi e tal situação promove numa fase particularmente difícil, dúvidas e apreensão que nada abonam à responsabilidade e à credibilidade do Estado, pela forma leviana e irresponsável como está a ser tratado o principal agente de Proteção Civil em Portugal - Os Bombeiros.

Conscientes das suas responsabilidades no socorro às populações, os Bombeiros mantém-se firmes nesse propósito, contudo não podem garantir que no dispositivo constituído pelo Estado (DECIR) e do qual são parte insubstituível, deem a mesma resposta  em vertentes ligadas às operações, como por exemplo os pré posicionamentos, constituição de grupos de reforço entre outras.

A LBP exige que o Governo e a ANEPC esclareçam rapidamente esta situação informem imediatamente para quando vão ser as Associações ressarcidas do valor em dívida, que lhes permita compensar os seus operacionais, que já prestaram tão relevante serviço ao País com grande competência, zelo e profissionalismo.

Os Bombeiros Portugueses estão fartos de ser repetidamente desrespeitados. BASTA! CHEGA! Hoje como nunca, afirmamos  um grito de revolta contra uma Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil à qual estão subordinados e que esta nada faça para os defender.

Estamos convictos que esta situação que consideramos inqualificavelmente grave, poderá  colocar  em causa o dispositivo de combate a incêndios rurais, facto que se vier a acontecer, é da única e exclusiva responsabilidade do Estado.

A ANEPC pelo que aparenta, não tem qualquer resposta. Assim, exigimos ao Governo através do Ministério das Finanças que cumpra com os compromissos do Estado, transferindo imediatamente as verbas em dívida às Associações Humanitárias de Bombeiros.

Caso não sejam dadas garantias inequívocas de cumprimento integral dos compromissos financeiros por parte do Estado em todas as fases do dispositivo, a LBP poderá convocar um Conselho Nacional Extraordinário para decidir sobre a forma como os bombeiros devem posicionar-se em relação ao restante período crítico.

Hoje como sempre, os Bombeiros  assumem perante os Portugueses a sua total disponibilidade na defesa das suas vidas e haveres, no estrito cumprimento do seu compromisso social para com estes.

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