Bombeiros Lamentam Falta de Equipamentos de Proteção - VIDA DE BOMBEIRO

________________________________________________________________

________________________________________________________________

________________________________________________________________

________________________________________________________________

________________________________________________________________

________________________________________________________________

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Bombeiros Lamentam Falta de Equipamentos de Proteção


O vice-presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), Rodeia Machado, garanta que, “nesta altura do ano, em que os incêndios rurais são mais constantes em todo o território nacional, pode afirmar-se sem sombra de dúvida que os bombeiros estão bem preparados e disciplinados para atuar em conformidade com o que lhe é pedido”.

Para o dirigente dos bombeiros, “já o mesmo não se pode dizer dos seus Equipamentos de Proteção Individuais (EPI) florestais, pois são insuficientes, porque na realidade não chegam para todos”. Os primeiros EPI foram adquiridos em 2014 e desde então “houve novos bombeiros admitidos, pois o quadro ativo de qualquer corpo de bombeiros não é nem pode ser estático, há novas admissões fruto das escolas de bombeiros que em cada ano se vão formando e de transferências doutros corpos de bombeiros”.

Segundo Rodeia Machado, os EPI florestais “têm desgaste, pelo seu uso e consequentes lavagens, cada vez que se lava vai perdendo a resistência ao fogo e, naturalmente, perde a capacidade de proteger o bombeiro”. Acresce que “estes equipamentos têm também prazos de validade que muitas das vezes não são tidos em conta”.

O vice-presidente da LBP defende que a tarefa de repor esses equipamentos “é uma clara obrigação do Estado, em particular do MAI, através da Anepc”. Em seu entender, “o que seria normal era uma aquisição para substituir todos os EPI que estão desgastados e os que faltam para equipar os bombeiros e, depois disso, a aquisição deveria ser anual para repor os que ficassem danificados e para novas admissões”.

A LBP “sempre tem defendido que a aquisição dos EPI florestais deveria ser feita pelas associações e financiada pelo MAI, via Anepc, pois além de maior facilidade nos concursos poupar-se-ia no IVA e essa poupança poderia ser aplicada na compra de mais equipamentos”, diz Rodeia Machado. Para quem “a segurança das populações é uma responsabilidade essencial do Estado e, se os bombeiros a fazem, substituindo-o, devem ser protegidos em nome do interesse público”.

Presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Beja (FBDB), Domingos Fabela, concorda que este é um problema por resolver: “Em 2014 e 2015, a Anepc e a Cimbal (Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo) forneceram, em três entregas, um EPI florestal para cada bombeiro do distrito. Durante estes cinco ou seis anos, e excluindo alguns conjuntos de EPI adquiridos pelas associações e corpos de bombeiros e a oferta generosa por parte de empresas e da sociedade civil, cada bombeiro teve ao seu dispor um EPI para utilizar durante toda a época. Tal utilização intensiva resulta num desgaste no equipamento que, presentemente, já perdeu todas as características de proteção”. 

A posição da FBDB neste aspeto é muito clara: “Os EPI existentes têm de ser retirados do serviço e a tutela tem de fornecer no mínimo dois ou três EPI da mesma qualidade a cada bombeiro, à semelhança do que acontece com as outras forças”. Domingos Fabela sublinha que “a vida de um bombeiro tem de ter o mesmo valor que a vida de qualquer operacional da GNR, da Força Especial de Bombeiros ou dos sapadores florestais”.

Fonte: Diário do Alentejo

Sem comentários:

Publicar um comentário

________________________________________________________________

________________________________________________________________

________________________________________________________________

________________________________________________________________