“Três Anos Após Pedrogão Onde Estamos e Onde Queremos Chegar?” - VIDA DE BOMBEIRO

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sábado, 13 de junho de 2020

“Três Anos Após Pedrogão Onde Estamos e Onde Queremos Chegar?”



Antes de mais e para deixar claro, dizer que o titulo foi retirado da Nota Informativa que o OTI apresentou à AR. O seu a seu dono.

Como tempo, feliz ou infelizmente é coisa que não me falta dediquei-me a ler, assim meio ao viés a tal Nota Informativa e retive algumas coisas. Isto é a minha interpretação e nada mais que isso.

Ao que me parece o “herdeiro” do criador CTI, falo do OTI está de candeias às avessas com o “criado” (AGIF) e já se lhes apontam falhas, e falhas e essas coisas. Isto é bom, muito bom, até porque pelos meus lados diz-se que quando as comadres se zangam sabem-se as verdades, é bom.

Depois, na tal nota, constatam-se várias coisas óbvias, mas que o não eram lá atrás, diz-se assim a determinada altura: “É muito diferente para o dispositivo de combate enfrentar, nos dias de condições meteorológicas mais graves, mais de quatro centenas de ocorrências diárias, como acontecia há alguns anos, ou enfrentar nas mesmas condições quatro vezes menos ocorrências, como tem acontecido nos últimos anos” (Fim de citação) Como diria Sherlock Holmes, Elementar meu caro Watson. Mas que raio é preciso pagar tanto para se tirarem destas conclusões?

Depois mais à frente fala-se em ser necessário investir em mais profissionalização etc e fala-se em “rentabilização da capacidade instalada a nível local, regional e nacional;” (fim de citação).

Esta é mais uma coisa à monsieur de La Palice, pois claro que tudo que seja rentabilizar é bom. O que se devia dizer era uma coisa totalmente oposta. Eu explico a minha ideia.

Temos a AGIF, foi criada, já gastou rios de dinheiro e está preparada para gastar muito mais e deve sossegadamente tratar do ordenamento da Floresta, ver como deve ser implementada, fazer o tal cadastro, que apesar de ser importante, penso que se poderia fazer muito mais como está, até porque se vamos estar à espera de saber de quem são todas as courelas para depois se avançar, sentem-se confortavelmente porque vai demorar, eu diria mais é uma batalha perdida, mas isso sou eu a divagar. Como dizia a AGIF que estude que proponha e que implemente, entretanto há todos os anos incêndios quer agora quer quando isso tudo estiver um brinquinho. Então primeiro devemos saber o que queremos. 

Queremos apostar no ATI ou no ATA? Se queremos que a “coisa” arda devemos apostar simplesmente no ATA, estamos por isso no caminho certo, estruturas robustas, posicionadas em “cascos de rolha” e que são acionadas quando estiver tudo em pantanas, o que não demora. Se queremos ter hipótese de tentar que a “coisa” não arda tanto há que apostar no ATI, a meu ver o que deveria ser feito.

Nesse caso devemos apostar no robustecimento das estruturas locais, leia-se CB, e dotá-las de forças mínimas para em conjunto com as tais equipas Helitransportadas da UEPS ou GIPS, neste momento não sei, complementadas com algum dispositivo nos moldes atuais nas fase mais critica, fazerem o tal ATI, e aí talvez a coisa se resolva, mas aviso que sempre parcialmente, porque nada garante que um ou outro não “fuja” sejam os “amadores” ou os outros. 

Entretanto a AGIF lá vai fazer o seu trabalho e quando um dia tiver a nossa floresta num brinquinho, vão ver que vão necessitar dos mesmos para fazer o tal ATI. Vai ser mais fácil? Claro que vai, quanto maior for a redução do combustível menos arde e melhor se combate. Óbvio.

Portanto, no fundo é tudo uma questão de opções de prioridades. Dir-me-ão que estou sempre a puxar a brasa à minha sardinha, pois claro que sim, é verdade, mas não deixa de ser menos verdade que foi a minha sardinha que resolveu os problemas, uns dizem que mal, eu digo que foi da forma possível, até hoje e digo ainda mais são muitos destes que além de irem fazer o combate ainda vão, nas horas vagas, limpando umas courelas que por vezes bem jeito dão para o combate. Fazem combate de várias formas, pelo menos os que estão cá nos territórios de baixa densidade.

Pronto é esta a minha visão, com uma nota foi feita “Pró Bono”, e ainda pago a INTERNET para fazer a publicação.

Cuidem-se que este ano os problemas são a dobrar não se esqueçam.

Martins Andrade

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