Portugal em Risco de Repetir Super Incêndios da Austrália - VIDA DE BOMBEIRO

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sexta-feira, 26 de junho de 2020

Portugal em Risco de Repetir Super Incêndios da Austrália


São "incêndios muito perigosos para a população e impossíveis de apagar, com um comportamento explosivo e extremo, que se propagam a grande velocidade". Provocam "verdadeiras tempestades de fogo".

São conhecidos como super incêndios, ou incêndios de sexta geração, e Portugal é um dos países do mundo com maior vulnerabilidade a este tipo de evento climáticos extremos de alta intensidade, conclui o relatório “Um Planeta em Chamas”, divulgado esta quinta-feira pela A Associação Natureza Portugal, em associação com a WWF (ANP|WWF) e a WWF Espanha.

São exemplos de super incêncios aqueles os que assolaram a Austrália entre setembro de 2019 e o início de 2020 e resultaram em 107.000 km2 de área ardida e mataram 29 pessoas no país. Diz o relatório que são “incêndios muito perigosos para a população e impossíveis de apagar, com um comportamento explosivo e extremo, que se propagam a grande velocidade”. Provocam “verdadeiras tempestades de fogo” e estão diretamente ligados às alterações climáticas.

Também já aconteceram por cá: o primeiro incêndio com estas características aconteceu em em Portugal em junho de 2017, resultando em 64 vítimas mortais. Repetiu-se em outubro do mesmo ano, resultando em mais 43 mortos. No verão de 2019, o incêndio de Valleseco (Gran Canaria) também mostrou um comportamento bastante agressivo e perigoso, obrigou a evacuar 10.000 pessoas e devorou cerca de 10.000 hectares, 6,5% da superfície da ilha.

“Os super incêndios da Austrália são um exemplo do que poderia acontecer aqui. As alterações climáticas desempenharam um papel fundamental na propagação dos fogos e a área mediterrânica é, de acordo com os especialistas do IPCC, uma das áreas mais vulneráveis a nível global. No ano de 2017, Espanha e Portugal sofreram fortes secas e nesse mesmo ano aconteceram na região incêndios de alta intensidade sem precedentes, que causaram centenas de vítimas mortais. 

Ambos os territórios apresentam ecossistemas semelhantes, com invernos suaves e verões quentes e secos, como na Califórnia ou no Chile. Espanha e Portugal são e serão países de incêndios extremos que muito provavelmente viverão cenários muito perigosos de intensidade semelhante”, pode ler-se no documento.

Fonte: Eco Sapo

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