Opinião: DECIR – O Estado da Arte - VIDA DE BOMBEIRO

________________________________________________________________

________________________________________________________________

________________________________________________________________

________________________________________________________________

________________________________________________________________

________________________________________________________________

________________________________________________________________

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Opinião: DECIR – O Estado da Arte

Começo o artigo por vos dizer que ao contrário do que se calhar tinham imaginado este ano teremos novamente a força com maior representatividade nos incêndios, com ou sem dispositivo, os FESOM (para quem não sabe o que é recomendo a leitura do artigo clicando neste link)
Engraçado como chegámos a uma altura em que a própria Liga de Bombeiros Portugueses já percebeu (e se ainda não perceberam, recomendamos a visita a um médico de família, poderá ser um problema ocular ou de excesso egocentrismo) que o governo está-se nas tintas para o que eles acham ou deixam de achar, mandem eles 1, 10 ou 100 ofícios, na geria da internet há quem chame a isso de SPAM.

A Liga de Bombeiros Portugueses é hoje uma máquina de mandar ofícios, para os quais não tem resposta e que sinceramente ninguém está preocupado com isso. Basta fazer a seguinte questão: Qual foi a mudança que houve nos pagamentos das taxas de saída INEM ou do transporte de doentes não urgentes desde o início da pandemia?

Numa altura em que as associações estão em claras dificuldades financeiras que o COVID-19 lhes trouxe a liga aceita que a ANEPC possa adiantar verba que já é dos Corpos de Bombeiros, através da transferência antecipada de tranches do Programa Permanente de Cooperação (PPC), que será só o agudizar e o adiantar do problema financeiro das Associações. Não fosse isto já ridículo o suficiente ainda criaram uma linha de crédito, com juros, para que continuemos a servir o interesse que também é do Estado, arriscaria-me a dizer que enquanto instituições de utilidade pública e de missão fundamental no seio da sociedade portuguesa recebemos menos apoios que a área comercial e industrial.

A Liga de Bombeiros Portugueses, parte integrante nas negociações, aceitou isto de ânimo leve dado que assume sempre que pouco mais podem fazer. Sentem-se impotentes perante o Governo. Faltou foi mandar um ofício a dizer que talvez o silenciamento da LBP nestas negociações (se é que elas existiram) e uma saída com um sorriso das reuniões se deve a um aumento de 5% temporário nas transferências para o Fundo Social do Bombeiro, que, dizem as más línguas, alegadamente passa por dificuldades.
E pronto: está tudo bem!
Vestindo a pele de juiz, culpados disto assim no imediato: Corpos de Bombeiros que se fazem representar por Federações que andam a dormir no tempo, que não sabem se quer quais são as necessidades das instituições dos seus distritos, alguns só cumprem agenda política, que vão para as reuniões de videoconferência do conselho nacional e perdem mais tempo à luta com o software porque querem mostrar o pano de fundo que conseguiram por do que a ler as propostas e os documentos enviados quase na véspera, uma Liga de Bombeiros Portugueses completamente desfasada no tempo, desajustada, velha e antiga, mal suportada na informação que possui dado que existe uma enorme falha na ponte entre quem está na rua e quem defende os interesses dos Bombeiros no topo. A juntar a isto um Governo que há muito tempo deu provas que se borrifa para o que a Liga defende ou não defende e em sede própria, sem querer saber de “achismos” faz o que lhe apetece!

Já para não falar dos anti-bombeiros que estão a trabalhar com este governo, aqueles que duplicaram o custo do SGIFR sem que nada de muito evidente se veja.

Entretanto a Liga de Bombeiros Portugueses foi debater com o Governo a Diretiva Financeira, a 4 dias do arranque do DECIR, e provavelmente levou o que já era para levar e ponto! No entanto, hoje é dia 13 de maio, tenho até alguma esperança num novo milagre, mas a verdade é que ainda ninguém conhece o documento que vai gerir financeiramente o dispositivo que começa já amanhã, às 23h59. Nada de novo e que já não estejamos habituados.

Os FESOM cá estarão, com ou sem orientações COVID-19 para o DECIR, para fazer o que sempre fizeram, com ou sem o apoio dos Governos, porque apenas servimos as populações e as comunidades e já nos conformámos com a nossa autodestruição.

Fonte: BPS Bombeiros para Sempre

Sem comentários:

Publicar um comentário

________________________________________________________________

________________________________________________________________

________________________________________________________________

________________________________________________________________