Covid-19: É preciso fazer bem o rescaldo deste “incêndio” para evitar segunda onda - VIDA DE BOMBEIRO

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sexta-feira, 8 de maio de 2020

Covid-19: É preciso fazer bem o rescaldo deste “incêndio” para evitar segunda onda


A metáfora é do professor e neurocientista Karl Friston, que defende que uma nova onda do vírus pode ser comparada ao reacendimento de um incêndio.

Numa palestra, transmitida ao vivo no Youtube, que reunia vários cientistas para analisar a pandemia e a crise da Covid-19, segundo a sua especialidade, o renomado neurocientista da University College de Londres comparou um novo surto de coronavírus com um incêndio mal apagado ou um espetáculo de fogo de artifício.

Em muitos lugares do mundo estão a ser levantadas as medidas de isolamento. As pessoas puderam começar a sair à rua e as restrições foram aliviadas porque os países conseguiram conter e controlar a chamada “primeira onda” do vírus. O que é imprevisível neste momento é se existirá uma “segunda vaga” e como esta será.

Para Karl Friston, existem dois cenários que podemos enfrentar. Um primeiro cenário é semelhante a um incêndio – apesar de o fogo ter sido apagado, ainda existem brasas que poderão reacender e causar um novo incêndio.

“Um cenário pode enquadrar-se com a questão de como um bombeiro reagiria a um incêndio”, disse. “Achaámos que os bombeiros apagaram o fogo, estes voltam para casa, mas ainda existem pequenas brasas que reacenderão se os bombeiros sairem prematuramente. Esta seria a analogia do incêndio”. Neste ponto de vista, é fundamental “voltar ao local do incêndio e apagar as brasas para evitar um segundo fogo”, isto é, é importante continuar a apostar na prevenção e no controlo do vírus para que não existam novas cadeias de transmissão.

Numa outra perspetiva, o surto pode comprar-se a um fogo de artificio ou a uma explosão. Numa parte desta questão, “tudo o que poderia ser queimado foi queimado”. Isto, supondo que existe uma imunidade perante o vírus, significa que todos os que foram infetados e recuperaram já não serão considerados um risco, já “explodiram” e não existe a possibilidade de rebentarem de novo. Mas, caso seja comprovado que não existe imunidade perante o vírus, o que acontecerá é que “haverá um reabastecimento de material combustível”. Neste cenário, apesar de já ter existido uma explosão ou um rebentamento de fogo de artificio, todos serão novamente considerados potenciais portadores do vírus – “material combustível” que pode explodir novamente.

Assim, Friston declara que é fundamental entender se existe imunidade e quantas pessoas estão imunes após a “primeira onda” da pandemia. O professor sugere que um teste aleatório, feito a cerca de 5000 pessoas, pode ser um “muito bom método de controlo” sobre esta questão.

O neurocientista faz parte de um grupo chamado “Rival SAGE” – Concelho Consultivo Científico para Emergências – com 12 especialistas de diferentes áreas científicas, e que, atualmente, têm como principal função aconselhar o governo britânico sobre como deve agir perante a Covid-19. O grupo é dirigido por Patrick Vallance e Chris Whitty, rostos conhecidos dos briefings diários sobre a pandemia em Inglaterra.

Este grupo foi acusado, pelos mais críticos, de não ser transparente nem aberto. Sabe-se apenas o nome dos integrantes e que estes trabalham e analisam os testes ao coronavírus e as medidas de distanciamento social, assim como a proteção dos grupos vulneráveis.

Fonte: Visão

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