Bombeiros Terão que Usar Máscaras nas Deslocações para os Fogos - VIDA DE BOMBEIRO

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sábado, 9 de maio de 2020

Bombeiros Terão que Usar Máscaras nas Deslocações para os Fogos


Bases aéreas terão contentores com duas salas e WC para resguardar pilotos dos meios aéreos. Postos de comando poderão ser montados em tendas para permitir distanciamento entre elementos.

As bases onde estão posicionados os meios aéreos de combate terão contentores para resguardar os pilotos e os postos de comando, que muitas vezes funcionam em viaturas com uma pequena sala, ou poderão ser montados em tendas para permitir maior distanciamento entre os elementos.

Estas são algumas medidas previstas no plano de mitigação que a Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) está, neste momento, a finalizar para minimizar o risco de contágio da covid-19 entre os perto de 12 mil elementos que vão integrar o dispositivo de combate aos incêndios rurais deste ano. Só depois de passar o crivo da Direcção-Geral de Saúde as medidas serão difundidas pelas várias entidades que integram o dispositivo.

Na sexta-feira, arranca o nível III do dispositivo, que implica a disponibilidade no terreno de 8400 operacionais, quase 2000 viaturas e 37 meios aéreos. Como já aconteceu diversas vezes no passado, a impugnação de alguns lotes dos concursos de aluguer das aeronaves impedem que parte dos aparelhos estejam no terreno.

Até 15 de Maio, deviam estar a operar 10 helicópteros ligeiros e quatro aviões anfíbios, mas só estão disponíveis sete meios aéreos, confirmou a ANEPC numa resposta escrita enviada ao PÚBLICO. O problema está no lote que prevê o aluguer de sete helicópteros ligeiros, em que a empresa HTA foi classificada na primeira posição, mas acabou por ser excluída, por razões formais, acabando o contrato por ser assinado com a empresa que estava em segundo lugar, a Helibravo. 

A HTA impugnou a adjudicação à concorrente no Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé, o que suspendeu o procedimento. A Força Aérea, responsável pelo concurso, já pediu ao tribunal o levantamento do efeito suspensivo, mas a juíza ainda não decidiu. 

Até lá o procedimento concursal continua congelado.

A operação dos meios aéreos foi considerada um dos pontos críticos que pode mais facilmente ser afectado pela covid-19, tendo a ANEPC aberto os cordões à bolsa para alugar mais de duas dezenas de contentores que vão permitir resguardar pilotos e técnicos de manutenção das aeronaves dos restantes operacionais, nomeadamente os elementos das equipas helitransportadas. 

Em causa estão salas de descanso e casas de banho que permitam isolar os pilotos – um recurso humano escasso – dos restantes elementos que estão em prontidão nos 42 Centros de Meios Aéreos (CMA) dispersos pelo país, a maior parte dos quais apresenta instalações muito deficientes.

O PÚBLICO sabe que a decisão de alugar contentores foi tomada depois de a ANEPC ter sido informada de que havia o risco de os meios aéreos ficarem parados, por os pilotos sentirem que não tinham condições de segurança para exercer a sua actividade. 

“A ANEPC irá aumentar a disponibilização de espaços de modo a potenciar o isolamento dos vários elementos presentes no CMA, bem como disponibilizar equipamentos de medição de temperatura”, respondeu a autoridade ao PÚBLICO. 

E acrescentou: “Estas medidas, traduzidas na locação de um número adicional de infra-estruturas temporárias, a colocar no CMA, bem como de equipamentos de protecção individual e de produtos de desinfecção e equipamentos de medição de temperatura inserem-se nas medidas de mitigação do risco de contágio definidas pela ANEPC no âmbito dos respectivos planos de contingência”.

A alimentação de quem está no teatro de operações, especialmente nos incêndios de maiores dimensões que chegam a concentrar milhares de operacionais, também está a merecer uma atenção especial por parte da ANEPC, que está a reformular a logística habitual, que tende a concentrar-se num único ponto o fornecimento de refeições. Prevê-se mitigar “o contacto entre os operacionais através de distribuição de refeições directamente nos teatros de operações” explica a autoridade e, em alguns casos, a “desmultiplicação do número de locais de alimentação por sector”. 

A ANEPC continua a apoiar-se nos municípios para ajudar na alimentação, mas irá adquirir “reservas próprias de alimentação (rações alimentares)” às Forças Armadas, a quem poderá recorrer para confeccionar refeições em locais onde não haja outro tipo de oferta.

Os postos de comando, normalmente espaços exíguos que concentram várias pessoas, deverão ser instalados fora dos habituais veículos de comunicações, podendo tal ocorrer em instalações locais disponíveis, como escolas, ou em tendas, quando tal não seja possível.

Fonte: Publico

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