Presidente dos Bombeiros de Vila Meã Demite-se Se Tiver Que Recorrer ao Lay-off - VIDA DE BOMBEIRO

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sexta-feira, 17 de abril de 2020

Presidente dos Bombeiros de Vila Meã Demite-se Se Tiver Que Recorrer ao Lay-off


O presidente da direção dos Bombeiros de Vila Meã disse hoje ao Expresso de Amarante que se demitirá do cargo se se vir forçado a dispensar operacionais em regime de lay-off.

“Seria de uma imensa ingratidão mandar para casa, e para uma situação precária, quem tanto tem estado a dar à sociedade”, afirmou Ricardo Vieira.

O dirigente indicou que o tema do lay-off tem sido debatido em várias corporações devido a “um aumento considerável da despesa” provocado pelas medidas excecionais adotadas para lidar com a pandemia.

Em Vila Meã, os bombeiros responderam ao surto com a implementação de um sistema rotativo de três equipas permanentes que asseguram o socorro, 24 horas por dia.

A corporação presta serviço aos cerca de 15 mil habitantes da zona ocidental de Amarante, nomeadamente na União de Freguesias de Vila Meã, Travanca, Mancelos e Figueiró (Santiago e Santa Cristina).

O presidente da direção adiantou que, desde o início da resposta ao surto, a associação humanitária tem tido “despesas avultadas” e que a receita sofreu uma diminuição acentuada.

“Só em refeições para as equipas permanentes gastamos 800 euros por semana”, indicou, acrescentando que o cancelamento de vários serviços, como o transporte de doentes, cortou na receita.

À despesa acresce, ainda, o gasto acelerado de material de proteção individual (EPI), adquirido pela direção, na íntegra, desde janeiro.

Ricardo Vieira explicou que o equipamento, que duraria até meados de maio, está a ser gasto em maiores quantidades do que previsto.

“Houve uma alteração às regras há cerca de 15 dias e começamos a gastar em maior quantidade. Encomendamos mais e devemos receber ainda esta semana”, adiantou.

E acrescentou: “Findo este período, se tivermos um buraco nas contas, cá estaremos para dar a volta à situação, tal como fizemos com a dívida de há dez anos, e sem que haja necessidade de pôr em causa a estabilidade emocional e financeira de quem sacrificou tanto pela comunidade”.

Fonte: Expresso de Amarante

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