Federação de Beja Esclarece - VIDA DE BOMBEIRO

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sexta-feira, 10 de abril de 2020

Federação de Beja Esclarece


Depois de, no dia 6 de abril, tornar público “um documento operacional com a tomada de posição, dos comandantes dos 15 Corpos de Bombeiros do distrito, relativamente à articulação entre entidades no combate à pandemia COVID-19”, após reunião conjunta, a  Federação de Bombeiros do Distrito de Beja veio, dois dias depois, clarificar o texto cuja alegando que interpretação dos órgãos de comunicação social “não corresponde ao espírito do documento e, consequentemente, “induz a sociedade num pressuposto que não corresponde à verdade”.

Assim, e “no sentido de esclarecer” a tomada de posição, a federação especifica:

“1. O Instituto Nacional de Emergência Médica emanou a orientação nº. 8/2020 de 28 de março, onde refere no seu ponto 3 - Procedimentos na abordagem de qualquer doente – a recomendação para o uso de proteção básica de controlo de infeção (PBCI), composta por máscara cirúrgica, proteção ocular, bata impermeável e Luvas, aplicada a TODAS as ocorrências;

2. A mesma orientação refere que deve ser fornecida uma máscara cirúrgica a cada doente e ao seu respetivo acompanhante, durante o transporte;

3. Como é explanado no nosso documento, o único fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPI) que compõem o PBCI coube à ANEPC, que distribuiu para todo o distrito um total de: 1610 Máscaras cirúrgicas, 300 Proteções oculares, 390 Batas impermeáveis e 3600 Luvas.

4. Considerando que o distrito, só em emergência pré-hospitalar, responde mensalmente a mais de 2000 ocorrências, e onde, a cada serviço corresponde a utilização de dois EPI por equipa, constata-se que impera a racionalização destes equipamentos, sob pena de não conseguirmos dar resposta ao socorro;

5. A juntar a esta situação, os corpos de bombeiros respondem, diariamente, a outras solicitações de transporte de doentes, nomeadamente as altas hospitalares, consultas, transportes de hemodialisados e todos os transportes de doentes não urgentes que, à semelhança dos serviços em ambiente pré-hospitalar, requerem das equipas a utilização de EPI para sua segurança;

6. Assim, a nossa decisão foi que, enquanto não forem fornecidos aos Corpos de Bombeiros o número de EPI suficientes para que possamos dar uma resposta a todas as solicitações, os Corpos de Bombeiros têm de racionalizar os EPI, pelo que é dada primazia a todo o socorro pré-hospitalar à nossa população, em detrimento do transporte de doentes não urgentes, e onde se incluem os casos suspeitos ou positivos de COVID-19, internados nas unidades de saúde ou seja os chamados retornos. 

Esperamos que esta dificuldade de distribuição de equipamentos seja ultrapassada no mais curto espaço de tempo possível, para que possamos regressar à ‘normalidade’, colocando todos os nossos recursos ao serviço da população, que são a razão da nossa existência, reafirmando que o socorro às populações nunca será posto em causa".

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