Bombeiros à Beira da Insolvência com Rombo na Receita dos Transportes - VIDA DE BOMBEIRO

________________________________________________________________

________________________________________________________________

________________________________________________________________

________________________________________________________________

________________________________________________________________

________________________________________________________________

________________________________________________________________

________________________________________________________________

________________________________________________________________

sábado, 4 de abril de 2020

Bombeiros à Beira da Insolvência com Rombo na Receita dos Transportes


Maioria das corporações está em falência técnica e outras em lay-off. Governo estuda apoios.

A quebra de receitas devido à pandemia da Covid-19 deixou a maioria das corporações de bombeiros em falência técnica, ou seja, com o passivo superior ao ativo. A denúncia foi feita ontem por Jaime Marta Soares, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, que avisa que há insolvências à vista, funcionários em lay-off e muitos bombeiros em quarentena, perto da época de incêndios florestais.

"A maioria esmagadora das corporações está já em falência técnica e num sufoco financeiro que pode levar a que algumas possam estar a caminho da insolvência", denunciou o presidente da Liga, ontem, após reunir com o ministro da Administração Interna a quem deu conta das dificuldades.

A crise faz-se sentir "sobretudo naquelas corporações que se dedicam ao transporte de doentes não urgentes", explica o padre José das Neves Machado, presidente dos Voluntários das Taipas, que fala "num rombo de mais de metade das receitas" desde o início da crise. Conclusão: tem quatro funcionários das piscinas em lay-off e cerca de dez de férias por mútuo acordo.

Com as clínicas fechadas e os hospitais a adiarem atos médicos não urgentes devido à pandemia, o transporte de doentes ficou reduzido a pouco e era uma das principais receitas das corporações. Rendas e receitas de explorações de espaços como piscinas e pavilhões também não estão a entrar.

A somar à perda de receita, há a despesa com a proteção dos profissionais. O presidente dos Voluntários de Braga, António Ferreira, alerta que os kits de transporte de doentes contaminados só dão para uma vez e "tem havido muita dificuldade na aquisição" pois não há stock e os que há "são caríssimos".

DUODÉCIMOS ADIANTADOS

Carlos Jaime Santos, presidente da Associação de Comandos dos Bombeiros de Portugal, lamenta a falta de medidas específicas para os bombeiros e pede ao Governo "um balão de oxigénio". Nos Voluntários de Dafundo, em Oeiras, onde Carlos Jaime é comandante, há uma quebra de 70% na globalidade do serviço e, das 39 ambulâncias, metade está parada.

O Ministério da Administração Interna fez saber, ao JN, que está a equacionar "o adiantamento dos duodécimos, bem como outras medidas de apoio".

À porta da época de incêndios, o financiamento das corporações é, para todos, uma questão urgente. Ainda mais quando se teme que o aumento do número de bombeiros infetados - são já 60 positivos e 400 em quarentena - possa reduzir o efetivo de voluntários. "O pico da pandemia pode ser coincidente com o início dos incêndios florestais, que o diabo seja surdo e mudo", avisa Jaime Marta Soares.

Neste capítulo, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil já fez saber que, "para fazer face a situações de infeção dos bombeiros voluntários e para garantir a continuidade da capacidade operacional, está preparado um plano de redundâncias dessa resposta", inserido no Plano Nacional para o novo coronavírus.

Fonte: JN

Sem comentários:

Publicar um comentário

________________________________________________________________

_______________________________________________________________

________________________________________________________________

________________________________________________________________