Quercus Considera Plano Sobre Incêndios "Excessivamente Vago" - VIDA DE BOMBEIRO

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domingo, 9 de fevereiro de 2020

Quercus Considera Plano Sobre Incêndios "Excessivamente Vago"


A associação ambientalista Quercus considerou hoje "excessivamente vago" o Plano Nacional de Prevenção Integrada de Fogos Rurais e defendeu que é necessária "mais concretização e ambição" na defesa da floresta.

Em comunicado, a Quercus-Associação Nacional de Conservação da Natureza dá a conhecer o seu parecer ao Plano Nacional de Prevenção Integrada de Fogos Rurais, cuja consulta pública terminou na quarta-feira, sublinhado que o documento tem vários aspetos importantes, mas é "excessivamente vago".

Como exemplo, indica que o plano "refere-se muito à gestão de combustível, às paisagens em mosaico e à redução das ignições voluntárias (queimadas), mas não concretiza como será possível atingir estes objetivos".

"O simples facto de no plano serem contempladas práticas anteriores de desmatação e de uso do fogo, merece apreensão por parte da Quercus, pois isto significa, na prática, a perpetuação da degradação do território nacional e da sua biodiversidade", frisa a Quercus, considerando "indispensável a existência de uma visão integrada de toda a situação dos fogos rurais em Portugal.

Nesse sentido, sublinha que é "indispensável uma boa fundamentação técnica e uma avaliação honesta da situação, para uma intervenção futura ponderada e coerente no território, que terá necessariamente de ser refletida na legislação e sobretudo nas práticas concretas a implementar".

No parecer, a Quercus aponta várias medidas para diminuir a gravidade dos impactes dos fogos rurais, avançando com 12 propostas que tem "um foco essencial na prevenção destas ocorrências, num melhor ordenamento florestal e na diminuição da vulnerabilidade do território a fenómenos climáticos extremos".

Entre as propostas destaca-se o cumprimento de legislação no que diz respeito às restrições à plantação de monoculturas de árvores de crescimento rápido e elevada combustibilidade, abordagem criteriosa no controlo das espécies exóticas com populações que se tornaram invasoras, nomeadamente na área das faixas de gestão de combustível, formação e eco literacia, bem como "mais e melhor fiscalização e vigilância".

O Plano Nacional de Prevenção Integrada de Fogos Rurais, que esteve em consulta pública durante dois meses, já mereceu críticas do Observatório Técnico Independente sobre incêndios criado pelo parlamento e Liga dos Bombeiros Portugueses.

Com um horizonte temporal de uma década, O Plano Nacional de Gestão Integrada dos Fogos Rurais prevê uma despesa total superior a seis mil milhões de euros, com um investimento expectável de 60% a ser direcionado para a prevenção e 40% para o combate, tendo como principal objetivo a redução para metade da área ardida.

O Plano prevê que em 2030 tenham sido limpos 1,2 milhões de hectares de floresta, correspondentes a "20% dos seis milhões de hectares que existem no território com risco de incêndio".

As metas a atingir preveem ainda que dentro de 10 anos as áreas ardidas com mais de 500 hectares estejam totalmente geridas e com planos de recuperação executados, e que existam menos de 80% das ignições nos dias de risco de incêndio.

Fonte: Noticias ao Minuto

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