Líderes Precisam-se, Agora Mais Que Nunca - VIDA DE BOMBEIRO

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sábado, 11 de janeiro de 2020

Líderes Precisam-se, Agora Mais Que Nunca


Dando seguimento ao artigo que escrevi na semana passada sobre as hierarquias, vejo-me na obrigação de escrever o que me vai na alma.

O que escrevi, para mim, é uma realidade que se vai vivendo por esse país fora em grande parte dos corpos de bombeiros, além disso, é a minha opinião, e a minha opinião vale o que vale, só é pena que nem toda a gente respeita e aceita a opinião dos outros. 

Vivemos num país livre e democrático, e até ver, ainda podemos expressar o que sentimos desde que não se prejudique nem maltrate ninguém, e foi isso mesmo que fiz aquando do lançamento do artigo: (Hierarquia: O Exemplo Que Devia Começar de "Cima").

Pelos vistos este artigo de opinião e em grande parte realidade, caiu mal no seio de alguns corpos de bombeiros e instituições ligadas aos bombeiros portugueses. Chego à conclusão que fico triste e contente com isso, fico triste porque não é, nem nunca foi, meu objetivo criar guerras com quer que seja, e depois dou por mim muito feliz, porque consegui abalar e alertar consciências para o que se vai passando por esse país fora. Mas uma coisa é certa, parece que a “carapuça” serviu a muita gente…

Tenho orgulho na farda que visto, tenho orgulho e honra em ser Bombeiro de Portugal, mas por vezes temos que abanar estas consciências mais distraídas, por mais que lhes custe ler certas coisas, porque no nosso dia-a-dia, todos temos o desafio de saber lidar com diferentes pessoas e comportamentos nos mais variados contextos, sejam eles familiares, sociais ou profissionais. E quando se tratam de pessoas difíceis, o desafio é ainda maior, (e são tantas essas pessoas). Construir e manter bons relacionamentos no dia-a-dia pode não ser fácil mas é possível.

Existem vários tipos de pessoas difíceis. Se permitirmos, algumas delas tornam-se "tóxicas" pelo facto de passarem a controlar a nossa vida e boicotar o alcance das nossas metas pessoais e profissionais.

Por essa razão, pessoas que se satisfazem com pouco e se regem pela lei do menor esforço (medíocres), pessoas que se lamentam por tudo e por nada (queixosas) ou que nos fazem sentir culpados (culpabilizadoras), pessoas que alimentam rumores e boatos (boateiras), pessoas que lidam mal com aquilo que alcançamos (invejosas) ou que fazem tudo para nos deitar abaixo (que desacreditam), pessoas que usam a força, o seu estatuto ou a sua manha para conseguirem o que querem de nós (agressivas, autoritárias e manipuladoras), pessoas que não dão o braço a torcer (orgulhosas) e ainda pessoas que passam a vida a fazer jogos emocionais (neuróticos) ou que gostam de infernizar a nossa vida (psicopatas), não são exemplo para ninguém.

Há, pois, que aprender a lidar com elas.

Então, o que fazer em relação às pessoas difíceis?

Em primeiro lugar, identificar as pessoas difíceis com quem nos relacionamos e perceber porque nos incomodam ou irritam. Talvez elas sejam o nosso espelho ou estejam na nossa vida para nos fazerem ver alguma coisa que até ali desconhecíamos ou não queríamos ver.

Em segundo lugar, comunicar com as pessoas difíceis na base da diplomacia, da assertividade e da objectividade, estabelecendo limites e criando o distanciamento necessário para não nos deixarmos influenciar negativamente por elas. Esse exercício requer da nossa parte escuta activa e inteligência emocional, entre outras coisas.

E se mesmo assim a relação não resultar?

Há relações tão difíceis (por vezes, até doentias) que nos devem fazer pensar se vale a pena continuar a alimentá-las. Podemos chegar à conclusão que o corte da relação é o melhor caminho para todas as partes envolvidas. Criar expectativas em relação a essas pessoas e ter a ilusão de que podemos mudá-las só irá complicar o processo.
No limite, nós temos a possibilidade de decidir quem faz ou não parte da nossa vida.

Apostar em relações saudáveis.
É importante aprender a lidar com pessoas difíceis (como vimos) mas o desafio maior é o de cultivar relações com as pessoas certas, ou seja, pessoas positivas e inspiradoras, que nos admiram e incentivam a chegar às nossas metas.
Vale sempre a pena apostar em relacionamentos saudáveis.

Tenho a certeza que em quase todos os corpos de bombeiros se vive um pouco de tudo isto que vos escrevi hoje, mas não se esqueçam de uma coisa, que apesar de tudo isto que vos escrevi, o mais importante é sempre a população que servimos, por isso, nunca por nunca deixem de prestar um bom socorro a quem nós confia.

Por fim quero agradecer a todos aqueles que criticaram o meu texto de opinião da semana passada, isto só prova que alguma coisa vos atingiu, que alguma coisa não vos agradou, e isso só prova que afinal tenho razão no que digo.
Para esses só tenho uma coisa a dizer: “Temos pena”

E será mais que justo dizer que neste momento; Líderes Precisam-se, Agora Mais Que Nunca.

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