Viaturas dos Bombeiros Não Passam no Bairro da Integração - VIDA DE BOMBEIRO

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terça-feira, 26 de novembro de 2019

Viaturas dos Bombeiros Não Passam no Bairro da Integração


Em caso de emergência, as viaturas pesadas dos bombeiros não conseguem passar na curva do "muro de Berlim", como foi apelidado pelos habitantes do Bairro Social da Integração, por ter perto de dois metros de altura.

O comandante interino dos Bombeiros Municipais de Leiria (BML), José Rito, confirma que a lei não está a ser cumprida, mas esclarece que, em caso de incêndio, as mangueiras têm capacidade para chegar a 200 metros de distância. Na segunda-feira, uma ambulância demorou um minuto e meio a fazer a curva, depois de inúmeras manobras, para evitar bater no muro ou na casa mais próxima.

"Em caso de incêndio, é uma situação sempre preocupante, mas paramos ali na curva e depois estendemos a mangueira até ao local", explica José Rito. "A viatura não passa, mas os materiais são todos amovíveis", sublinha. "Agora, se tivesse de usar uma autoescada seria mais complicado", reconhece. "Mas as casas do bairro são todas baixinhas."

Apesar de reconhecer que se as ruas fossem mais largas o socorro ficaria facilitado, o comandante interino dos BML não encara o muro como problemático. "Anteriormente, também tínhamos uma dificuldade tremenda para chegar à situação, por causa dos carros estacionados ao pé das casas", observa. Confrontado com o facto de a lei não estar a ser respeitada, remete explicações para os "técnicos e responsáveis".

Mau planeamento

"Esta situação é uma demonstração em como a intervenção neste bairro foi mal planeada, porque não envolveu as pessoas que ali vivem e porque nem as medidas de segurança básicas foram tidas em conta", respondeu ao JN o deputado do BE Ricardo Vicente, que se deslocou ontem ao local, acompanhado pela deputada Beatriz Gomes Dias. "A responsabilidade é da Câmara de Leiria", acusou o eleito pelo distrito.

"Mas os problemas que avistámos vão para além disso", sublinhou Ricardo Vicente. "Não há capacidade de drenagem das águas pluviais, pelo que a água entra pelas casas das pessoas", exemplificou. "Isto demonstra o desprezo com que esta intervenção foi feita, em relação às pessoas que ali vivem", afirmou.

Ofereceram-nos o muro e o aquapark

Moradora na casa n.º1, Guiomar Silva garantiu que, num dia muito chuvoso da semana passada, eram quatro horas da manhã e andava de galochas a desviar a água, para evitar que entrasse em casa. "Ofereceram-nos o muro e o aquapark", ironizou.

Na quinta-feira, o Bloco de Esquerda enviou uma pergunta ao Ministério da Presidência e da Modernização Administrativa para saber se tinha conhecimento da existência do muro e que medidas serão tomadas para "reverter esta situação e assim garantir o cumprimento do princípio da não discriminação, consagrado na Constituição e previsto na Estratégia Nacional para a Integração das Comunidades Ciganas".

Problemas também afetam casas

Durante a visita do BE, os moradores revelaram outros problemas, que se manifestaram com a chegada da chuva: inundações, infiltrações, problemas nos exaustores e cheiro a fossas. A construção de um parque infantil e de mais estacionamento foram outros pedidos que deixaram. "Onde é que está o meio milhão?", questionou Guiomar Silva. "A Câmara e o engenheiro que aqui andou vão ter de prestar contas", refere a moradora.

Fonte: JN

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