Patrícia Gaspar, da Proteção Civil: “Até a Morte Me Desejaram” - VIDA DE BOMBEIRO

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sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Patrícia Gaspar, da Proteção Civil: “Até a Morte Me Desejaram”


Patrícia Gaspar diz que portugueses têm de defender "Aldeias Seguras" do caso das "golas". E defende o regresso do Serviço Militar Obrigatório, que pode ser cumprido nos bombeiros, PSP ou GNR.

Patrícia Gaspar provocou um burburinho na sala do SummerCEmp quando, perante 40 jovens, disse que era, a título pessoal, a favor do regresso do Serviço Militar Obrigatório. Disse que podiam chamar-lhe outra coisa qualquer —”assobio”, por exemplo, se quisessem —, mas que fosse um programa que incutisse aos jovens os valores militares. Pouco depois, em entrevista ao Observador, num estúdio de rádio improvisado que lhe fez lembrar um “centro de comando”, a porta-voz da Autoridade Nacional da Proteção Civil aprofundou a ideia. Disse que esse serviço obrigatório podia ser num período mais curto e podia ser militar ou cívico, sendo cumprido no exército, nas forças de segurança, como a GNR ou a PSP, ou nas corporações de bombeiros.

Não quis falar muito mais sobre o caso das “Golas”, mas diz que todos os portugueses têm responsabilidade de fazer com que o caso não contamine o programa Aldeias Seguras Pessoas Seguras, que considera das coisas “mais bem feitas” na área da Proteção Civil em Portugal. A comandante queixa-se que em Portugal “toda a gente virou perito” em incêndios. E conta como até lhe desejaram a morte por causa dos incêndios de Monchique.

Após os incêndios de 2017, com uma mortalidade elevada, em 2018 Monchique foi o maior incêndio da Europa. Em 2019 ainda não aconteceu nenhum com uma dimensão extraordinária. Isto acontece mais por causa do clima do que por eficiência da Proteção Civil, como muita gente diz?

É um conjunto de tudo. É óbvio que 2017 foi um ano de viragem. Foi o ano que ninguém queria ter vivido, era o ano que nós gostávamos que não tivesse acontecido, mas infelizmente aconteceu. Nós, Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), mas sobretudo o país, tentámos retirar de 2017 aquilo que se costuma chamar as lições aprendidas. Identificámos o que é passível de ser melhorado, corrigido, alterado. Estas alterações e grande parte destas mudanças não se conseguem fazer do dia para a noite, levam tempo a implementar. E levam tempo a serem percetíveis por parte do grande público, sobretudo naquilo que diz respeito ao ordenamento florestal no nosso país. Todos sabemos também obviamente que a condição meteorológica é decisiva na questão dos incêndios florestais.

Então o clima tem sido, de facto, uma ajuda.

O clima é parte desta ajuda este ano. Temos tido períodos de menor severidade ou pelo menos com condições meteorológicas menos favoráveis à progressão dos incêndios. E, portanto, tirando aquele episódio em Vila de Rei há umas semanas, temos tido menos condições para que os incêndios se desenvolvam com dimensões ou proporções mais catastróficas. Mas isto também é o resultado das medidas que têm vindo a ser implementadas. E, sobretudo, queremos acreditar que é resultado de uma alteração de comportamentos. Sabemos que mais de 90% das ignições têm origem no comportamento humano, sabemos que grande parte dos incêndios são provocados por queimas e queimadas e verifica-se que tem havido diariamente um decréscimo do número de ocorrências.

Leia tudo em Observador 

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