Trocava Muita Coisa Reclamada por Um Bom Seguro de Acidentes Pessoais - VIDA DE BOMBEIRO

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sexta-feira, 14 de junho de 2019

Trocava Muita Coisa Reclamada por Um Bom Seguro de Acidentes Pessoais


Ontem mais uma vez assisti a um programa de televisão, onde outra vez se focaram as “feridas” e a falta de “cuidados” para evitar outras e ainda o aproveitamento feito por outros da solidariedade Portuguesa para com as vítimas e o território dos incêndios de 17 de Junho de 2017, conhecidos como o “Incêndio de Pedrógão Grande”.

Agora que estamos quase a completar dois anos sobre esse trágico dia, não querendo esquecer nenhuma das vítimas, queria-me focar essencialmente naquelas que estavam lá para ajudar, para socorrer ou como diria alguém para dar o “Corpo ao manifesto”, Os BOMBEIROS.

Já uma vez aqui disse que trocava o “Comando Autónomo” por uma melhoria nos seguros dos Bombeiros Voluntários e cada vez que vejo as sequelas, as dificuldades porque passam mais me convenço disso. Eu sei que foram muito melhorados há uns anos, mas são manifestamente insuficientes, nomeadamente os que são afectos à recuperação é dramático ver e assistir à luta e sofrimento das pessoas que têm o infortúnio de serem apanhadas.

Todos sabemos que o “Rui Rosinha” pode ser qualquer um de nós.

Não percebo, discute-se a passagem da PC para as CIM com a ampliação da Estrutura, arranja-se uma Agência (AGIF) que é um sorvedouro de dinheiro, cria-se um Observatório que “queima” uns milhares ou milhões, já nem sei, de euros, adquire-se a SIRESP, investe-se em Forças Profissionais, etc, etc, etc e não há uns trocos para aumentar os seguros de acidentes pessoais, na vertente da saúde/recuperação dos Bombeiros?

Sabem mas as tais forças profissionais, e bem, têm seguros de acidentes de trabalho com todas as vantagens que esses seguros têm em relação aos seguros de acidentes pessoais.

A nossa natureza é que não nos deixa, mas se pensarmos bem, coisa que não fazemos e ainda bem para Portugal e para a sua População, com estes seguros não saíamos de casa e assistia-mos a tudo sentadinhos numa poltrona, porque no fim se a “coisa” correr bem há sempre alguém a colher os louros se a “coisa” corre mal, todo o apoio é prestado, mas apenas até as atenções estarem atentas, depois disso não há FSB, não há seguros, não há Governo que nos valha e nascem os “Rui Rosinha” que passam dificuldades, que ficam com sequelas que clamam por ajuda, mas a quem ninguém ou poucos ouvem.

Sinceramente, isto é duro, muito duro, mas às vezes parece que é preferível “partir”, porque a protecção É TÃO POUCA, para não dizer inexistente. ​ ​

Agora que já estamos no Nível Reforçado, seja lá isso o que for, lembrem-se sempre que é preciso ir, mas é muito mais importante voltar e voltar bem. Cuidem-se, mesmo assim:

Trocava muita coisa reclamada por um bom seguro de acidentes pessoais.

Martins Andrade

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