Centro-direita e Socialistas Juntos na Defesa de Uma Unidade de Proteção Civil na Europa - VIDA DE BOMBEIRO

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terça-feira, 14 de maio de 2019

Centro-direita e Socialistas Juntos na Defesa de Uma Unidade de Proteção Civil na Europa


A União Europeia (UE) devia criar uma força de proteção civil para garantir que os estados-membros têm meios suficientes para fazerem face a cheias, incêndios, seca ou sismos. Essa é a posição comum a socialistas, sociais-democratas e centristas nos programas para as eleições do dia 26 .

Parte dessa força, especializada em fogos florestais, deveria ficar sediada em Portugal, especificam PSD e CDS-PP. Matérias como as migrações, as alterações climatéricas, a defesa e a fiscalidade também constam dos programas.

No programa "Um novo contrato social para a Europa", o PS considera que é preciso "promover "um verdadeiro" sistema europeu de Proteção Civil para reforçar a capacidade de resposta europeia às catástrofes naturais e ambientais".

"Desde 1980, os estados-membros da UE sofreram mais de 360 mil milhões de euros de prejuízos, devido a fenómenos meteorológicos ou climatéricos extremos", aponta o CDS, no programa "Portugal, a Europa é aqui".

PRIORIDADE AO AMBIENTE

Apesar de lembrarem que o Sul da Europa está a ser "afetado por uma das maiores secas das últimas décadas", os centristas estão sobretudo focados no problema dos fogos florestais em Portugal e que, segundo lembra o PSD, potenciou a criação do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, o RescEU.

"O PSD pretende que o Mecanismo evolua para uma verdadeira força europeia de proteção civil, que atue a título permanente e esteja presente em todas as situações de necessidade, assente num sistema que permita a cada Estado-membro especializar-se em função das suas carências", sugerem os sociais-democratas, no programa "Inspirar a Europa: uma Europa solidária, sustentável e segura".

Para o PSD, Portugal deve "albergar uma das bases operacionais dessa nova Força". "O CDS defende que parte desse futuro mecanismo europeu, em relação a meios de combate (a fogos), fique sediado em Portugal", especifica o partido, lembrando que os fogos florestais de 2017 causaram no país prejuízos de cerca de 600 milhões de euros.

"A adaptação às alterações climáticas deve ser uma prioridade e deve ser entendida de uma forma abrangente", concluem os centristas. Aliás, a questão ambiental é o tema mais transversal nos programas das candidaturas dos partidos que conquistaram eleitos, nas europeias de 2014.

PS, PSD, CDS, CDU e BE propõem a aposta em energias renováveis e no combate à poluição.

Em termos de fiscalidade, outro tema dos próximos cinco anos, PSD e CDS opõem-se à criação de um imposto europeu. Os dois partidos, a par da CDU e do BE, também contestam que seja criado um Exército comum.

Migrações

PS, PSD, CDS e BE defendem, nos seus programas eleitorais, uma Europa acolhedora, capaz de dar a mão com "humanismo" aos refugiados. Os centristas, contudo, colocam uma condição: "exigimos o respeito pelas nossas leis, valores e costumes".

Ambiente

PS, PSD, CDS, CDU e BE defendem novos padrões de consumo e de produção de energia, apostando em energias limpas e renováveis. Os partidos também são a favor de um combate à poluição. BE quer criar um Banco Europeu para a Transição Climática.

Defesa

PSD, CDS-PP, CDU e BE opõem-se à criação de um exército europeu. O PS não fala especificamente no tema. Defende o "reforço da cooperação entre os Estados e as autoridades policiais e judiciais no combate ao terrorismo".

Fiscalidade

PS e PSD elegem o combate à evasão fiscal. CDU e BE defendem o fim dos paraísos fiscais. PSD e CDS opõem-se à criação de um imposto europeu.

Orçamento

PS e PSD defendem "a criação de uma capacidade orçamental própria para a Zona Euro". CDU é contra e BE propõe um referendo.

Cristas critica "má cara" de Pedro Marques

A presidente do CDS, Assunção Cristas, criticou a "má cara do candidato do PS" - "a cara do desinvestimento" -, depois de António Costa ter acusado PSD e CDS de apresentaram "candidatos engraçadinhos".

Livre acredita na eleição de um deputado

O cabeça de lista do Livre às europeias, Rui Tavares, acredita que o partido vai conseguir atingir os cem mil votos e eleger um deputado. Em 2014, dois meses após a fundação, o partido conseguiu 72 mil votos.

BE apela ao voto contra a maioria absoluta

Catarina Martins alerta que é difícil lutar pelas minorias, num cenário de maioria absoluta. "Não é fácil numa região com maioria do PS, onde tantas vezes as questões essenciais são esquecidas", frisou nos Açores.

Fonte: JN

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