Motorista que Abalroou Carros em Viseu Tinha Sido Agredido por Colega - VIDA DE BOMBEIRO

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terça-feira, 2 de abril de 2019

Motorista que Abalroou Carros em Viseu Tinha Sido Agredido por Colega


Um autocarro da MUV (Mobilidade Urbana de Viseu) foi, esta terça-feira, contra dois carros e um talho na Avenida António José de Almeida, Viseu. O motorista tinha sido agredido momentos antes do acidente.

O motorista do pesado de passageiros, que subia a rua em direção ao Rossio, sentiu-se mal ao volante e embateu em dois carros, num contentor do lixo e num talho, que ficou com a montra partida.

Momentos antes do sinistro, contou ao JN Emília Monteiro, que estava na central de camionagem, a poucos metros do local, o condutor levou um murro na boca, de um colega motorista. Quando a testemunha chegou à avenida António José de Almeida, viu que o condutor do autocarro acidentado era o que tinha sido agredido.

O confronto terá sido motivado pelas mudanças de horários dos autocarros e dos horários de trabalho dos condutores.

A vítima foi assistida pelo INEM no local, onde acorreram também os Bombeiros Municipais e a PSP. O trânsito foi cortado nesta rua do centro da cidade.

O acidente acontece no dia em que entra em funcionamento o projeto MUV - Mobilidade Urbana de Viseu, que a Câmara Municipal de Viseu considera "uma verdadeira revolução nos transportes públicos".

À hora do sinistro, o presidente da Câmara de Viseu andava a fazer viagens inaugurais.

Mudanças de horários e serviços

Uma motorista dos autocarros MUV foi assistida pelo INEM na Central de camionagem por se ter sentido mal, adiantou Helder Borges, do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e Transportes Urbanos de Portugal. "Preparava-se para conduzir e não está em condições", adiantou ao JN,

Segundo o Sindicalista, segunda-feira ao final do dia, a empresa Berelhas, que tem a concessão dos transportes urbanos de Viseu, "sem aviso prévio, alterou o serviço e os horários dos motoristas".

A situação "está a afetá-los psicologicamente e não têm condições para trabalhar", adiantou. Hélder Borges já apresentou queixa na Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT).

Fonte: JN

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