Direção dos Bombeiros de Lourosa Garante que Socorro Não Faltará aos Habitantes - VIDA DE BOMBEIRO

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quarta-feira, 17 de abril de 2019

Direção dos Bombeiros de Lourosa Garante que Socorro Não Faltará aos Habitantes


Há 52 operacionais da corporação que suspenderam a atividade esta segunda-feira em protesto contra a atual direção.

A associação humanitária dos Bombeiros Voluntários de Lourosa disse hoje que os habitantes locais "não deixarão de ter socorro" apesar de 52 operacionais da corporação terem suspendido a atividade esta segunda-feira em protesto contra a atual direção.

Em causa está a crise que se vive nessa corporação de Santa Maria da Feira, no distrito de Aveiro, desde meados de março, quando a não recondução de dois adjuntos do comando motivou a renúncia da restante chefia operacional e levou o corpo ativo a exigir o afastamento da direção, o que ainda não se verificou e conduziu às 52 licenças de inatividade.

A direção da associação humanitária ainda não comentara o assunto em detalhe, mas hoje, em comunicado, afirma: "A população que se tranquilize, pois não deixarão de ter socorro se tal for necessário, contrariamente ao que outros querem fazer transparecer junto da opinião pública, com o intuito de criar alarme".

O porta-voz dos 52 operacionais inativos, Amaro Fontes, mantém, contudo, o objetivo do grupo: "Os bombeiros vão continuar inativos enquanto esta direção não sair".

Quanto aos vários argumentos utilizados para exigir o afastamento da direção, o comunicado da associação humanitária aborda alguns, começando por referir-se à não recondução dos dois adjuntos de comando: "Continuam a ser funcionários desta associação, sem qualquer perda de regalias ou vencimento, e (...) surpreendida com o pedido de exoneração de todo o corpo de comando, (...) a direção estava disposta a reconsiderar a sua decisão, mas, perante a recusa daqueles, nada mais teve a fazer do que tratar de [nomear] um novo comando".

O comunicado critica as motivações dos líderes do protesto, classificando-os como "os agitadores do costume" e declarando que "destabilizam o bom funcionamento da associação e já contribuíram para a demissão de dois comandantes".

A direção refere que um dos porta-vozes do protesto "é pai do comandante que acabou as suas funções a pedido para abraçar um novo projeto", outro "esconde a sua azia pelo facto de o presidente da direção não ter empregado a sua filha e o genro", e um terceiro é "filho do segundo comandante", que renunciou porque "iria acompanhar o primeiro comandante quando esse saísse".

Acusando os envolvidos no protesto de "atitudes irresponsáveis" e da autoria de "cartas anónimas com ameaças", a associação humanitária menciona depois o processo judicial em que o seu presidente está acusado de importunar sexualmente uma prestadora de serviço comunitário no quartel.

"Como a direção tem contas aprovadas com saldo positivo, os assalariados ao dia 28 têm o vencimento na conta, não se deve nada a fornecedores nem Segurança Social ou Finanças, e a logística nos incêndios não tem falhado, enveredaram (...) pela devassa da vida privada tentando denegrir o presidente com um caso sobre uma senhora que pretendia que se mencionasse mais horas [de trabalho comunitário] do que aquelas que ia cumprindo. Quando exigido que trouxesse justificação para as faltas, ameaçou o presidente de que o iria tramar - e tramou", diz o comunicado, realçando que o caso ainda não transitou em julgado.

A Lusa solicitou à direção que esclarecesse se iria manter-se em funções, renunciar ou sujeitar-se a eventual destituição pelos sócios, mas essa respondeu: "Foi decidido não nos alongarmos em mais declarações".

O porta-voz dos bombeiros envolvidos no protesto, Amaro Fontes, destacou: as contas de gestão "foram aprovadas, mas pelos familiares da direção, que acorreram em peso à assembleia e não se importaram com esclarecimentos sem resposta"; o comandante que ia sair da corporação para abraçar outro projeto "afastou-se porque não conseguia trabalhar mais com esta direção"; e "os supostos 'agitadores' não estão a agir sozinhos - representam 52 bombeiros da corporação".

Lusa

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