"Tragédia" no Minho Testa Articulação de Meios Portugueses e Espanhóis - VIDA DE BOMBEIRO

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sábado, 16 de março de 2019

"Tragédia" no Minho Testa Articulação de Meios Portugueses e Espanhóis


Dez feridos, um grave evacuado de helicóptero, foi o resultado de um incidente a fingir esta manhã no rio Minho, em frente a Caminha. Tratou-se de um simulacro que envolveu dezasseis entidades portuguesas e espanholas, num total de 107 operacionais, numa operação de salvamento que pretendeu testar e olear a articulação dos meios de socorro dos dois lados da fronteira.

Ao longo da manhã, a população acorreu à zona do cais do ferry boat que liga Caminha a A Guarda, para assistir a um exercício de simulação de um embate de uma aeronave de combate a incêndios que recolhia água no rio com a embarcação de transporte fluvial, e ao aparato dos meios de salvamento.

A missão foi concluída com sucesso, segundo o Comandante da Capitania do Porto de Caminha, Pedro Cervaens, e serviu para "partilhar experiências, adestramento e treino entre as várias entidades". Planeada ao longo dos últimos cinco meses, a operação, disse ainda aquele responsável, também visou lançar as bases para uma maior articulação e agilização de meios portugueses e espanhóis no terreno. "Uma das coisas que temos de potenciar mais ainda tem a ver com a articulação nas zonas de fronteira. (...) Isto tem de ser algo mais fácil de fazer e não estar sujeito a tanta burocracia.

De alguma forma, foi isto que nós sentimos nos preparativos do exercício", declarou, defendendo a criação de "algo específico" a nível de socorro para as zonas de fronteira. "Estas zonas têm de ser tratadas de forma diferente. Não podem ser tratadas apenas pela legislação portuguesas nem apenas pela legislação espanhola. Tem que se criar aqui mecanismos que sejam ágeis de forma a que estas ações sejam mais eficazes e eficientes no terreno. Temos de nos sentar todos e trabalhar nisto. E este foi um grande pontapé de saída", afirmoi.

Envolvidos no simulacro estiveram o CDOS, Capitania e Polícia Marítima de Caminha, Comandancia Naval do Miño, em representação da Armada espanhola, a Axencia Galega de Emerxencias (Axega) e agentes de Proteção Civil portugueses e espanhóis.

O presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves, declarou que o ferry, com oito tripulantes e que serve aquele município e o vizinho galego de A Guarda, "tem de estar preparado para situações de emergência". "Desde 2015 que já passaram 420 mil pessoas de Espanha para Portugal e vice-versa. No último ano foram 90 mil e isto quer dizer que pode acontecer uma tragédia a qualquer momento e nós temos que estar preparados para reagir bem e de forma coordenada", disse.

Fonte: JN

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