Pousa, não pousa!!!! E depois? - VIDA DE BOMBEIRO

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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Pousa, não pousa!!!! E depois?


A propósito da polémica do Heli do INEM ter ido pousar à Régua quando o sinistrado era de Lamego.

Isto até se compreende, caso o sinistro tivesse sido junto ao Rio Douro, o que é possível, mas esse é um facto que para agora não importa, há outras coisas bem mais importantes que isso, na minha opinião.

Por exemplo.

Porque “carga de água” o “Hospital de Lamego” tem lá um largo com um H pintado e não é utilizado para este efeito?

Ah!!! Já sei ainda não foi pedida, à Entidade que certifica os Heliportos (Anac), a sua certificação. Porra mas o “Hospital de Lamego” já abriu à cerca de 6 anos. E já agora o Campo de Futebol da Régua está certificado? Só para tentar perceber. E também assim como quem não quer a coisa, digam-me o Campo dos Remédios não tem Iluminação ou ficava mais longe?

E já agora, só para puxar a “Brasa aqui à minha sardinha” no chamado Douro Sul, para já não falar na CIMDOURO, que ao que parece, como as outras vão superintender toda a PC quantos Heliportos estão certificados? E já agora quantos Concelhos têm um estádio iluminado que permita aterragens nocturnas? Há aí muitos euros que têm que ser gastos.

Mas desculpem-me caricato é mesmo o Heliporto do Hospital de Lamego não poder ser utilizado. Pois já ouvi dizer que como o dito “Hospital” é uma SUB (Serviço de Urgência Básica) não está certificada. Ora porra, o mais difícil está feito, que é a construção o resto como diria o outro são trocos.

E com isto o INEM, que é quem tem a responsabilidade de garantir o socorro pré-hospitalar em Portugal passa pelos pingos da chuva, quando muito provavelmente já se devia ter preocupado em saber onde aterrar os seus meios, quer seja em Lamego, quer seja em Penedono quer seja em “Cascos de Rolha”. Ao INEM é que está acometida essa função, que ele delega ou contratualiza, a ou com outros, e faz como Pilatos (lava as mãos).

Depois temos uma empresa de Helitransporte que contratualiza com o INEM esse serviço que não vem ver nem fala com ninguém, que esteja em terra, quer seja credenciado para isso quer não, simplesmente avalia quando chega e se der dá se não der desemmerdem-se.

Entretanto o sinistrado anda a dar voltinhas e voltinhas e quando se ouve, quando se ouve, “Não há condições de aterrar” lá vai a vítima de “Pópó” e porquê? Porque o INEM muito provavelmente não fez o que devia que era verificar possíveis locais de aterragem. Se esse trabalho fosse feito provavelmente o Heliporto da SUB de Lamego, que por acaso tem lá estacionado outro meio do INEM, uma SIV, já estaria operacional, mas o problema neste País é sempre o mesmo “as quintas”, se a infraestrutura está nos “dominios” de A é a A que cabe isto ou aquilo independentemente de quem a vá usar no futuro.

Isto às vezes dá jeito, principalmente neste tempo, para sacudir a água do capote.

Ai que porra, que estamos bem entregues……..

Martins Andrade 

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