Bens armazenados "não são nossos, estão à nossa guarda", diz autarca de Pedrógão - VIDA DE BOMBEIRO

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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Bens armazenados "não são nossos, estão à nossa guarda", diz autarca de Pedrógão


A TVI revelou que não foram distribuídos eletrodomésticos, colchões e outros artigos doados para equipar as casas reconstruídas em Pedrógão Grande. O autarca diz que os bens não são do município, mas das instituições ligadas ao fundo Revita.

O presidente da Câmara de Pedrógão Grande, Valdemar Alves, desmentiu, esta sexta-feira, uma reportagem da TVI, transmitida na quinta-feira à noite, que dava conta da existência de diversos bens, guardados em dois armazéns, que não terão sido entregues às vítimas dos incêndios de 2017, a quem eram destinados.

O autarca garante que as doações em causa pertencem às entidades envolvidas na reconstrução das casas ardidas, que lhe pediram para guardá-las até as habitações estarem concluídas.

"Nada disso corresponde à verdade. Nada saiu para membros da família ou do executivo", garantiu Valdemar Alves. "Os bens que lá estão não são nossos, estão à nossa guarda. São das instituições que estão lá a reconstruir as casas e são para equipar as casas", assegurou.

O autarca explicou ainda que foi colocada uma retroescavadora a impedir o acesso aos locais onde os bens estão armazenados, por questões de segurança. "Já fomos objeto de três furtos e aquela máquina é para que nenhum camião de gatunos possa entrar lá dentro", afirmou.

"Com medo, fui eu até que ordenei que se colocasse lá a máquina, porque as crianças iam transmitir o que lá havia dentro", justificou o presidente da Câmara de Pedrógão Grande, que diz terem sido alvo de atos de vandalismo, participados à GNR. "Destruíram e espalharam lá umas latas de tinta", explicou.

Face à divulgação das imagens dos bens - electrodomésticos, colchões, etc - que se encontravam no interior de um armazém e de um pavilhão desativado, Valdemar Alves revelou que vai comunicar às entidades que lhe pediram para os guardar, para procuraram outro local para esse fim. "Fico preocupado que os bandidos saibam o que lá há dentro."

Quanto à reportagem da equipa de Ana Leal, o autarca sente-se "perseguido". "É um caso político. Ontem ficou esclarecido naquele trabalho. O meu mal foi ter ganho as eleições", comentou.

Fonte: JN

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