Quase 40 Famílias Desalojadas pelo Fogo Vão Passar (outro) Natal Sem Casa - VIDA DE BOMBEIRO

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quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Quase 40 Famílias Desalojadas pelo Fogo Vão Passar (outro) Natal Sem Casa


Das mais de 800 casas destruídas, ainda há dezenas em espera. Arrendamento é solução para quem está em caravanas.

Passaram 14 meses dos incêndios que ceifaram a vida a meia centena de pessoas e destruíram cerca de um milhar de casas na região Centro, havendo ainda pessoas em habitação alternativa.

Segundo os últimos dados da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Centro (CCDRC), 39 das 809 casas aprovadas para reconstrução, através do Programa de Apoio à Reconstrução de Habitação Permanente (PARHP), ainda não começaram os trabalhos. Ao que o JN apurou, estão ainda em espera por questões burocráticas, como a elaboração de projetos das novas casas ou alterações dos que já existiam.

Refúgios de Inverno

A poucos dias do início do inverno e da quadra natalícia, os habitantes dessas regiões procuram outros refúgios mas ainda mantêm a esperança de dias melhores, acreditando que já poderão estar na casa nova no início da primavera.

Mortágua, Tondela, Tábua e Arganil são os concelhos com mais casas ainda por começar os trabalhos. Segundo os últimos dados da CCDRC, datados de final de novembro, Mortágua tem seis casas ainda sem execução, enquanto Tondela, Tábua e Arganil têm quatro cada. Um dos casos de Tábua é o de João e Esmeralda Gonçalves, que viram a casa da família, em Valongo, destruída a 15 de outubro de 2017 e tem a aprovação para a reconstrução.

"Seguimos as indicações todas para a candidatura e foi aprovada. Quando o empreiteiro foi levantar as licenças, reparou que faltava o projeto", conta Esmeralda Gonçalves. A situação está agora a ser tratada com um engenheiro da Câmara de Tábua e um arquiteto.

Candidatura aceite

Mais esperança tem Zoe Shekinah, inglesa que vive em Benfeita (Arganil) há sete anos. Depois de tratada a legalização da casa, Zoe está agora à espera que a obra avance, depois de ver a sua candidatura ao PARHP aceite.

Apesar de estar há 14 meses sem casa, Zoe destaca a ajuda que lhe tem sido dada pela Câmara Municipal de Arganil e pela Segurança Social. "Têm sido uma grande ajuda e estou grata", confessa a inglesa.

1288 pedidos de apoio à reconstrução

A CCDR Centro recebeu 1288 pedidos de apoio à reconstrução, tendo recusado 471 de casos de segunda habitação ou ilegais.

20 milhões de euros

Os concelhos com mais pedidos de apoio recusados foram Pampilhosa da Serra, com 63 casos, Arganil, com 52, Tondela, com 49, e Tábua, com 46, num total de 20 milhões de euros.

Fonte: JN

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