Porto, Braga e Vila Real "Não Atenderam" Primeiro Alerta - VIDA DE BOMBEIRO

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domingo, 16 de dezembro de 2018

Porto, Braga e Vila Real "Não Atenderam" Primeiro Alerta


A empresa que gere a navegação aérea alertou entidades como a Proteção Civil e a Força Aérea meia hora após a perda de contacto com o helicóptero do INEM. Socorro só foi acionado quase duas horas depois.

Segundo a empresa que gere a navegação aérea (NAV), às 19.40 horas foi avisada a Força Aérea Portuguesa, "que é quem ativa a busca e salvamento", 20 minutos depois de terem sido contactados os Comandos Distritais de Operações de Socorro (CDOS) do Porto, Braga e Vila Real, que "não atenderam".

Numa nota enviada à Lusa, em que afirma ter adotado "com diligência e celeridade todos os procedimentos estabelecidos para este tipo de situações", a NAV Portugal transcreve, ao minuto, a sequência de acontecimentos após a falta de comunicação com o helicóptero HSU203, acidentado junto a Valongo no sábado e que resultou na morte de quatro pessoas.

O ministro da Administração Interna determinou à Proteção Civil a abertura de um "inquérito técnico urgente" ao funcionamento dos mecanismos de reporte da ocorrência e de lançamento de alertas relativamente ao acidente com o helicóptero do INEM.

Segundo a NAV, a tripulação contactou com a Torre de Controlo do Porto às 18.30 horas, para informar que iria descolar para Macedo de Cavaleiros via Baltar dentro de 5/6 minutos, informando ainda que se não conseguisse aterrar em Baltar, poderia prosseguir para o Porto.

A tripulação contactou, pela primeira vez, a Torre de Controlo do Porto, já em voo, às 18.37 horas, e foi contactada às 18.39 horas pela Torre de Controlo, que pretendia saber qual a altitude que pretendia manter, tendo a tripulação informado que iria manter 1500 pés.

A primeira perda de sinal radar com o helicóptero deu-se às 18.55 horas, afirmou a NAV, salientando ainda que a perda de comunicações "é normal", devido "à altitude e orografia do terreno".

A hora expectável de aterragem, tendo em conta a hora de descolagem do aparelho, era às 19 horas, destacou ainda a NAV.

A empresa destacou que às 19.20 horas, "de acordo com o protocolo de atuação, que determina que 30 minutos após o último contacto expectável se iniciem tentativas de contacto com a aeronave", a Torre de Controlo do Porto contactou telefonicamente várias entidades, entre as quais os bombeiros de Valongo e a PSP de Valongo.

À mesma hora, foi tentado o contacto ainda com os CDOS do Porto, Braga e Vila Real "que não atenderam".

"Só após contactar o CDOS de Coimbra, que reencaminhou a chamada para o Porto, é que se conseguiu contactar o CDOS do Porto", vincou a NAV.

Foram também contactados o Aeródromo de Baltar, os telemóveis da tripulação, o Aeródromo de destino, em Macedo de Cavaleiros, o Heliporto de Massarelos, "para saber se tinham optado por regressar, tendo aqui sido contactada a PSP para ir verificar ao local, uma vez que o heliporto não tem operações permanentes", acrescentou a empresa.

Segundo a NAV, à 19.40 horas foi avisada a Força Aérea Portuguesa, "que é quem ativa a busca e salvamento". A Força Aérea mobilizou para o local um helicóptero EH101, que saiu do Montijo cerca das 21.45 horas. ​​​

O INEM foi surpreendido quando o Centro de Operações da Força Aérea, em Lisboa, questionou sobre a aeronave de Macedo de Cavaleiros, pois pensava que o aparelho e a respetiva tripulação tinham ficado em Massarelos a aguardar a melhoria do estado do tempo para descolar.

O primeiro alerta terá sido feito por um morador da freguesia de Campo, que ligou ao 112 pelas 18.40 horas, depois de ouvir o que lhe pareceu serem duas explosões. A PSP, que gere as chamadas de emergência, informou a GNR. Uma patrulha da GNR de Campo terá ido ao local mas não encontrou vestígios de um eventual acidente.

Segundo o comandante distrital do Porto da Proteção Civil, Carlos Alves, "o primeiro alerta foi às 20.15 horas". Foi dado pelo Centro de Operações da Força Aérea ao Comando Nacional de Operações de Socorro (Proteção Civil).

Sem conseguir "precisar a hora da chegada dos primeiros bombeiros" ao local onde caiu o helicóptero, Carlos Alves assegurou que "a operação [de socorro] foi desenrolada a partir das 20.15 horas".

A NAV diz ter feito o primeiro contacto com os CDOS do Porto, Braga e Vila Real às 19.20 horas, que "não atenderam".

As operações de busca, dificultadas pelo nevoeiro e chuva fortes que se faziam sentir na região e pelas características acidentadas do terreno, envolveram cerca de 200 operacionais de bombeiros, GNR, dispositivos da Proteção Civil de Valongo e Gondomar.

Fonte: JN

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