"Ninguém Conseguiu Dormir" na Última Noite em Monchique - VIDA DE BOMBEIRO

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segunda-feira, 6 de agosto de 2018

"Ninguém Conseguiu Dormir" na Última Noite em Monchique


Habitantes passaram a noite em claro, muitos abrigaram-se na escola no centro na vila e vários turistas deixaram as unidades hoteleiras com receio das chamas.

A vila de Monchique amanheceu esta segunda-feira debaixo de uma nuvem de fumo, devido ao fogo que lavra desde sexta-feira na serra algarvia, não dando tréguas aos moradores e bombeiros, que combatem as chamas.

Durante a noite, as chamas chegaram a ameaçar a vila. “Foi bastante complicado”, conta Leonardo, um dos habitantes, à Renascença.

Preocupado em proteger a casa, passou a noite em claro “a regar o quintal e o telhado, para aquilo não pegar fogo. A minha mulher e filha foram ter com a família e eu fiquei ali sozinho”, acrescenta.
As chamas assustaram também vários turistas. À Renascença, Stefanie Kreutzer, proprietária de uma unidade hoteleira no monte da Fóia, em Monchique, conta que ficou quase sem hóspedes durante a noite. "Daqui dava para ver muito bem o incêndio e está tudo cheio de fumo, então os clientes decidiram ir embora".

As tentativas de explicar que a zona onde se encontravam não corria perigo foram em vão. O hotel de 11 quartos estava cheio, mas agora resta apenas um quarto de clientes habituais.

A Renascença apurou que por volta das 22h00, dois hotéis das Caldas de Monchique - o Macdonald Monchique Resort & Spa e o Vila Termal - foram evacuados. Perto de duas centenas foram levadas para outras unidades hoteleiras em Alvor e Portimão. 
Críticas aos bombeiros

Na loja de conveniência de uma estação de combustível, um dos poucos espaços abertos logo pela manhã e onde foi necessário recorrer a um gerador de eletricidade, populares e alguns elementos da corporação de bombeiros do município vizinho de Silves e também de Olhão faziam uma pausa para o café.

"Ninguém conseguiu dormir. O ar está irrespirável e a preocupação é muita", diz à agência Lusa Jorge Santos, residente na vila de Monchique, perspetivando um resto de dia "muito complicado".

Outros moradores, ouvidos pela Lusa, queixaram-se da atuação dos bombeiros, uma vez que "permitiram que as chamas chegassem tão perto da vila de Monchique".

"O fogo começou a 20 quilómetros daqui. Porque deixaram que crescesse tanto? Além do mais o comando deste incêndio devia ser feito por alguém dos bombeiros de Monchique, não por alguém que vem de Faro e não conhece o território", aponta um dos moradores, enquanto observa todo o aparato que se faz sentir dentro desta vila algarvia.

A circulação dentro da vila de Monchique estava às primeiras horas da manhã condicionada ao trânsito, assim como a estrada nacional 266, proveniente de Portimão.

24 feridos

Em declarações à agência Lusa, fonte Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC) disse que há registo de 24 feridos. Uma senhora de 72 anos, estava em estado grave e teve de ser transportada de helicóptero para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa.
Durante a noite 40 pessoas foram assistidas: 12 civis e 28 agentes da proteção civil.
No terreno estão 1.100 operacionais, apoiados por 331 viaturas e nove meios aéreos, a combater o fogo com duas frentes ativas (uma em direção a Portimão e e a outra a Silves).

Este incêndio deflagrou cerca das 13h30 de sexta-feira, em Perna da Negra, no concelho de Monchique.

Renascença

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