Menino Autista Salvo de Janela por GNR de Folga - VIDA DE BOMBEIRO

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sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Menino Autista Salvo de Janela por GNR de Folga


Na antiga Rua do Tenente Valadim, na Ribeira de Viana do Castelo, não se fala noutra coisa. Um GNR trepou ao segundo andar de um prédio e resgatou uma criança de quatro anos, autista, sentada num parapeito em risco de cair.

O pai tinha-se ausentado, "para fazer compras", dizem os vizinhos, e deixado o menino com o irmão de 13 anos. A mãe também não estaria, porque o casal se separou". Alguns vizinhos solidarizam-se com o homem. Revoltam-se com eventuais acusações de "negligência" daquele pai para com os filhos, que, além dos dois que se encontravam em casa no dia do resgate heroico pelo GNR do Destacamento de Trânsito do Comando Territorial de Viana do Castelo, também tem uma filha de 16 anos.

Caso no MP

A PSP de Viana do Castelo encaminhou o caso para o Ministério Público (MP) e para a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ), que determinarão o seguimento a dar à situação.

"Ele é um grande trabalhador e o que eu vejo, quando eles passam aqui, é que os filhos adoram o pai. É falso isso que andam para aí a arranjar, que parece que o pai despreza os filhos. Ele precisa de ajuda", afirmou ao JN José Araújo, um dos proprietários de uma oficina de mecânica junto ao prédio onde tudo aconteceu. "É muito difícil, mas temos de olhar para os problemas. O que a gente vê aí é que nas instituições estão crianças filhas de senhores que podem pagar. Porque é que não está lá o filho dele? Aí não há apoios do Estado", lamenta o mecânico, comentando: "Tirarem-lhe os filhos é matá-lo".

Não foi a primeira vez que a criança assomou à janela perigosamente. "No outro dia aconteceu isso à hora do almoço, mas ele estava a dormir, porque esteve a trabalhar. O homem tem de trabalhar para pôr comida na mesa aos filhos", disse ainda José Araújo.

Sentada a balançar

O caso ocorreu na segunda-feira e, segundo fonte do Comando Territorial da GNR de Viana, o guarda passou na rua à civil e "apercebeu-se da presença de uma criança sentada no parapeito a balançar e em risco de queda". "Constatando o perigo, o militar trepou pelas varandas do prédio, até ao segundo andar, conseguiu alcançar a criança e retirou do local em segurança. Em seguida, entregou-a a agentes da PSP", descreveu.

JN

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