Colapso no 112 por Falta de Meios - VIDA DE BOMBEIRO

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segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Colapso no 112 por Falta de Meios


A Central Sul do 112, em Oeiras, dá resposta a nove distritos do País. Mas em muitos dias deste mês terá apenas quatro operadores para todas as chamadas de emergência - dez mil por dia. A falta de recursos humanos está a levar a um aumento do tempo de resposta. A média deveria ser de seis segundos, mas há quem fique três minutos à espera. Na primeira quinzena de agosto, há muitos turnos em que o número de operacionais não passa dos cinco ou seis - o ideal seriam 12. 

Àquele centro chegam todas as chamadas de emergência feitas para o 112 a partir dos distritos de Santarém, Portalegre, Évora, Faro, Beja, Castelo Branco e Leiria, Lisboa e Setúbal. O CM sabe que a média para atender cada uma ronda os 16 segundos, mas há muitos casos em que o tempo de espera é superior. "Pode ser a diferença entre a vida e a morte. Já levámos esta questão ao MAI, mas até agora nada foi feito e a situação até se agravou. Falta investimento em meios humanos naquilo que é um ponto nevrálgico de todo o sistema de socorro", acusa Paulo Rodrigues, presidente da ASPP/PSP. 

A posição é corroborada por César Nogueira, da APG/GNR, acrescentando que não houve investimento ou reforço nos últimos anos. "Os elementos de serviço são sobrecarregados e a situação só não é pior porque há voluntários para cobrir as falhas". Confrontado pelo CM, o Ministério da Administração Interna esclareceu que "o serviço é gerido de modo a que nos turnos com menos movimento esteja um menor número de operadores em atividade" e que "está a decorrer um novo processo de recrutamento junto da GNR". 

60% de 1,3 milhões de chamadas são alertas para o INEM 

Cerca de 75% das chamadas para o 112 não são emergências. Em 2017, o 112 transferiu 1 368 141 de chamadas de emergência (verdadeiras) para o INEM, que deram origem ao acionamento de 1 269 196 meios de emergência - o que representa 60% do total de chamadas recebidas no 112. 

1991 ano em que foi criado o Número Europeu de Emergência 112. Durante vários anos ainda se mantiveram válidos outros números em cada País (em Portugal era o 115), mas desde 2008 passou a ser o único número de emergência na UE.

Bombeiros sem autonomia 

Até há poucos anos era possível acionar meios dos bombeiros ligando diretamente para o quartel. Mas atualmente o acionamento só pode ser feito depois da chamada passar pelo 112. 

Polícias e militares 

As centrais do 112 (uma no Porto e outra em Oeiras) são operadas por elementos da PSP e da GNR, que avaliam a emergência e reencaminham a chamada.

Correio da Manhã

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